BIG JUNGLE

14/10/2009

Analisando o Protocolo de Quioto:

Após uma série de eventos que discutiram a ligação entre as atividades humanas e o aquecimento global, o Protocolo de Quioto fora discutido e negociado em Agosto de 1997 na cidade de Quioto, no Japão. O documento foi aberto para assinaturas em 11 de dezembro do mesmo ano.
O protocolo estipulou prazos e metas a serem cumpridos, propondo que os paises desenvolvidos reduzissem suas emissões de gases poluentes, em 5,2%, entre o ano de 2008 e 2012, tendo como referência os níveis de 1990.

No artigo “As complexas negociações internacionais para atenuar as mudanças climáticas” , de Eduardo Viola, que pode ser encontrado no livro “Meio Ambiente no Século 21” , a dificuldade das diversas nações com as questões climáticas aparece como:
“Os conflitos de interesses entre os países desenvolvidos, emergentes e pobres é um dos fatores determinantes na dinâmica das negociações no processo de estabelecimento do regime de mudança climática ”.
No mesmo artigo, o autor define as forças pró-Quioto e anti-Quioto, se referindo as nações que tentam colocar o protocolo em prática e as nações que tentam mantê-lo inativo:
“ Durante as conferências posterores a Quioto ( Buenos Aires: 1998; Bonn, 1999, e Haia, 2000) houve quatro coalizões principais de negociação: a União Europeia, o Grupo Guarda-Chuva, o G77/China e, por fim, a Aliança de Pequenos Estados Ilhas”.
A união Européia é formada, em sua maioria, por países com média intensidade de carbono por habitante, e lá se encontram as forças pró-Quioto. Já o Grupo Guarda-Chuva, que é formado por três subgrupos:

O primeiro, é composto por Estados Unidos, Canadá e Austrália, todos com alta intensidade de carbono por habitante. Esses países transportam cargas por longas distâncias, degradando o meio ambiente acima de um nível sustentável. Nesses países a opinião pública é de grande contraste, dividindo-se em opiniões e atitudes favoráveis ou não ao meio ambiente.

O segundo subgrupo é integrado por Japão, Nova Zelândia e Noruega, que já apresentaram uma redução de suas taxas de carbono emitido na década de 1990, o que não isenta a responsabilidade ambiental de continuar a reduzir suas taxas até um ponto sustentável. Noruega e Suiça completam esse subgrupo, mas diferente de Japão, Nova Zelândia e Noruega, esses dois países possuem uma opinião pública com baixa responsabilidade global, o que dificulta a cobrança política para práticas sustentáveis. Por fim, os países industrializados ex-comunistas que devidido ao colapso econômico sofreram uma drástica redução nas emissões de carbono. Esse subgrupo é composto por Rússia, Ucrãnia, Bielo-Rússia, Bulgária e Romênia. Essas Nações apresentam uma leve tendência favorável as questões pró-Quioto, mas pecam por não ter políticas públicas de maior resultado para um modelo de desenvolvimento sustentável.

O G77/China é um conglomerado de mais de cem países, todos em desenvolvimento, com execeção das ilhas. Podemos dividir esse grupo em:
Brasil, China, Índia, Indonésia e África do Sul são países que colaboram ativamente para o aquecimento global, apesar de tomarem posições a favor do Protocolo de Quioto, por acreditar que podem ter ganhos derivados da Implementação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Esses países são antagônicos quanto ao protocolo, politicamente assumem uma posição pró-Quioto mas ao mesmo tempo, crescem “a moda antiga” , sem deixar as questões ambientais em primeiro plano, continuam a queimar combustíveis fósseis em grandes quantidades.
Outro subgrupo do G77/China é formado pelos países da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Irã, Emirados Árabes Unidos, Líbia, Argélia, Nigéria, Venezuela, Equador e Indonésia) , que obviamente, devido ao alto lucro obtido com a comercialização do petróleo, são contra uma transição em curto ou médio prazo para formas de geração de energia limpa.

O terceiro subgrupo é caracterizado por nações com simpatia ao estabelecimento de compromissos de redução da taxa de crescimento futuro de emissões de carbono. Esses países são: Coréia do Sul, Singapura, Argentina, Uruguai, Chile e Costa Rica.

Por último, a Aliança de Pequenos Estados Ilhas, constituido por mais de 20 ilhas ao redor do mundo. Essas ilhas são amplamente favoráveis ao protocolo e a qualquer atividade que vise controlar a crise ambiental, por questão de sobrevivência. As consequencias do aquecimento global, como a elevação do nível do mar, irão certamente varrer quase que todas essas ilhas do mapa. Um exemplo para os grandes continentes do que estará por vir.

Rodrigo Macanhan
bigjungle.wordpress

O Despertar Político da Crise Ambiental

Uma crise relativamente nova para a humanidade. Em 1962 , o livro “Primavera Silenciosa” de Rachel Carson, relata a utilização de DDT no solo orgânico e a sua relação com o não retorno das aves migratórias americanas. Esse foi um dos marcos para o pensamento sobre a crise ambiental. Desde então, a poluição das águas, o excesso de lixo, o desmatamento, o buraco na camada de ozônio, a queima de combustiveis fósseis e o consequente aquecimento global, surgiram como uma proposta urgente de mudança para um modelo sustentável, confrontando o atual modelo econômico.

Conferência de Estocolmo:

No ano de 1972, de 5 a 16 de junho, ocorre a primeira Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, em Estocolmo. Foi a iniciativa política de maior destaque até o momento e contou com a participação de representantes de 113 países. O dia 5 de junho fora então proclamado como dia mundial do meio ambiente.

A Conferência de Estocolmo, como ficou popularmente conhecida, resultou na criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) gerando então a Declaração sobre o Ambiente Humano e o Plano de Ação Mundial. O primeiro, foi uma afirmação de principios de comportamento e responsabilidade que deveriam governar as decisões relativas as questões ambientais, enquanto o segundo convocava a cooperação internacional para as questões referentes ao meio ambiente.

Os países do norte começavam a apresentar preocupação com a deterioração do ambiente e o rápido esgotamento dos recursos do planeta. Os países do sul consideraram que o principal problema era o desenvolvimento da sua economia e que os problemas ambientais eram apenas preocupações e responsabilidade dos países ricos; além disso, para estes países, a Convenção apenas serviu para resolver os problemas ambientais dos países do Norte. Conceitos de uma visão sistêmica, que englobam todas as interações do homem com o meio ambiente, independente das demarcações territoriais feitas pelo mesmo, começam a entrar em pauta nas discurssões políticas ambientais.

Eco – 92

Em 1992, entre 3 e 14 de junho, acontece no Rio de Janeiro a segunda Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, ficando popularmente conhecida como Eco-92. Chamou a atenção de todo o mundo para a compreensão de que os problemas ambientais do planeta estão intimamente ligados às condições econômicas e à justiça social. Teve a presença de 172 países, representados por aproximadamente 10.000 participantes, incluindo 116 chefes de Estado.

A conferência tinha como objetivo decidir que medidas os países do mundo deveriam tomar para conseguir diminuir a degradação ambiental e preservar o meio ambiente para as gerações futuras. Três acordos ocorreram durante a Eco-92: Agenda 21, a Declaração do Rio e a Declaração de Princípios das Florestas.

Agenda 21:

Um documento que trata de basicamente todas as questões, dos padrões de produção e consumo à luta para erradicar a pobreza no mundo e às políticas de desenvolvimento sustentável – passando por questões como dinâmica demográfica, proteção à saúde, uso da terra, saneamento básico, energia e transportes sustentáveis, eficiência energètica, poluição urbana, proteção a grupos desfavorecidos, transferência de tecnologia dos países ricos para os pobres, habitação, resíduos(lixo) e muito mais. (Novaes, Washington – Agenda 21: Um novo modelo de civilização)
O documento consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável e também atentou a importância de começar a agir nas comunidades locais, que na Conferência Rio+5, realizada em 1997, estimou-se que 65 países já haviam definido suas Agendas 21, tal como 2000 comunidades locais.

Apesar da grandiosidade das palavras escritas no documento, infelizmente os mecanismos financeiros para combater a crise ambiental, tal como a geração de soluções, não aconteceu nem de perto como fora acordado. Os países ricos não contribuiram para a diminuição de desigualdade social, ao mesmo tempo que a dívida dos países em desenvolvimento aumentaram de US$ 200 bilhões para US$ 2,5 trilhões.

Declaração do Rio:

Denominação comum da Declaração do Rio sobre meio ambiente e desenvolvimento. Aprovado na Eco-92, contém 27 princípios de orientação para uma ação internacional baseada na responsabilidade ambiental e econômica.

Declaração de Princípios das Florestas:

Essa declaração visa a conservação e desenvolvimento sustentável de todos os tipos de floresta. O documento não tem poder jurídico e fora aprovado na Eco -92.

Rodrigo Macanhan
bigjungle.wordpress

28/09/2009

O Lado Negro da Agricultura

A agricultura é um processo milenar de trabalho e cuidado que a terra exige para produzir. Sua origem ainda não é muito bem definida pelos eruditos, mas através de relatos arqueológicos e de estudos de muitas autoridades referentes no assunto, R.J. Braidwood e B.Howe, com a obra “Prehistoric Investigations in Iraqi Kurdistan” não deixaram dúvidas de que a agricultura se espalhou mundo afora a partir do arco de montanhas e planaltos do Oriente Médio. Trata-se da região onde os rios Tigre e Eufrates tem origem, na antiga Mesopotâmia-nordeste.

Com o passar do tempo, o sucesso agricola tem estado aliado ao sucesso de determinadas populações, mas o uso errado de substâncias que promovem a fertilização e aumentam a produtividade, há tempos vem causando grandes males ao homem. O estrume, por exemplo, causou muitas doenças quando acumulado e manejado perto de nascentes.

Atualmente, a agricultura não é mais sinônimo de sucesso, e a maior preocupação da população quanto a qualidade do alimento, não gira mais em torno da contaminação por estrume. No artigo “ A agricultura no mundo moderno: Diagnósticos e perspectivas” , José Eli da Veiga, chama a atenção para os perigos dos produtos agrícolas:
“ Sem freios institucionais, os praguicidas e os fertilizantes químicos continuaram a ser utilizados até o limiar de sua rentabilidade, que costuma ser muito além do limiar de nocividade. Sem interdição, quaisquer produtos perigosos, mas lucrativos, não cessarão de ser empregados. Mesmo quando são proibidos, como é o caso do DDT, por exemplo. Pior: lugares dos mais insubstituíveis serão explorados e espécies das mais raras serão extintas. Além da erosão dos solos e da contaminação de águas e alimentos por resíduos de agrotóxicos…”

Para completar a desgraça agricola, temos a chegada já não tão antiga dos “transgênicos”. Transgênicos, ou organismos geneticamente modificados (OGM), são seres vivos criados em laboratório, que incorporando genes de outras espécies, criam cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza. A expressão “transgênico” fora utilizada pela primeira vez, por Gordon e Ruddle, em 1982, quando camundongos gigantes foram fabricados nos EUA. No ano seguinte, foi a vez do surgimento da primeira planta transgênica.
Planta com bactéria, animal com inseto, bactéria com vírus, são alguns dos exemplos de cruzamentos possíveis. Através de uma técnica que permite cortar genes de uma determinada espécie e colá-los em outra, os cientistas criam organismos totalmente novos com características específicas, escolhidas por eles.

Os transgênicos, ao contrário do que se pensa, não dispensam o uso de agrotóxicos, pelo contrário, se torna dependente. No começo, a plantação demanda menos agrotóxico para atingir o nível satisfatório do agricultor moderno, depois de uns 3 anos, a demanda pelo agrotóxico cresce. Isso ocorre através das super pragas. Tanto o organismo vegetal quanto o organismo animal, criam resistência, fazendo com que o uso de uma substância mais forte, se torne necessária para combater o male.

Para saúde humana, apesar de não haver nenhum estudo científico que comprove, o transgênico é prejudicial, só não se sabe o quanto, ainda. O uso de transgênico aumenta drasticamente a quantidade de agrotóxico no vegetal, o que significa que os alimentos “naturais” como o arroz, por exemplo, ficam cada vez mais impuros.

Até hoje, não há nenhuma evidência concreta de que os transgênicos aumentem a produtividade. Empesas como a Monsanto, faturam milhões com a venda de agrotóxico aplicado na soja transgênica, além da venda de sementes, que é exclusiva ao “fabricante”, claro. Outro laboratório, a Bayer, quer usar o Brasil como campo de teste para o seu novo produto: O arroz transgênico Liberty Link 62 , que não é plantado nem comercializado em nenhum lugar do mundo. Organizações civis de todo o país, já pediram ao governo brasileiro, a suspensão do plantio de transgênicos, visto que não existe um controle efetivo quanto a produção e segurança de grãos mutantes.

Na agricultura brasileira, no ano de 2008, a produção de cereais, leguminosas e oleoginosas ultrapassou 140 milhões de toneladas, de acordo com o IBGE. Essa marca superou o ano anterior , 2007, onde foram produzidas 133,1 toneladas, registrando um aumento de 9 % em um ano. A cada ano, haverá mais necessidade de crescimento no setor agrícola, devido a demanda crescente impulsionada pelo mercado e pelo crescimento populacional.

02/09/2009

Pré-Sal: Desenvolvimento Econômico X Sustentabilidade

O debate sobre o pré sal surge em um momento onde soluções para amenizar a crise ambiental estão sendo demandadas. Sustentabilidade já é moda em muitas das principais cidades do mundo, apesar de sua prática se reduzir a um número relativamente pequeno de pessoas.

Para a exploração do petróleo, o Brasil adota o modelo de concessão, que garente o óleo a empresa exploradora. Estados Unidos, Grã Bretanha, Canadá e Noruega adotam esse modelo. O governo Lula tenta mudar esse sistema para o modelo de partilha, que garente ao governo a propriedade de parte do óleo. Esse sistema está presente em países como: Irã, Arábia Saudita, México, China, Venezuela e Iraque. No Brasil, a proposta apresentada pelo governo consiste em arrecadar a renda do petróleo para o fundo social, que tem por objetivo investir em redução da pobreza, melhoria do sistema educacional e inovação científica e tecnológica.

“Pré -Sal e Poluição: Não dá pra falar de um sem falar do outro” , essa foi a faixa exibida por integrantes do Greenpeace durante a cerimônia de anúncio do novo marco regulatório do pré-sal, no dia 31/08/2009, em Brasília. Após serem exibidas, as faixas foram entregues ao presidente Lula, que ficou constrangido.

Apesar do protesto, a grande discurssão sobre o Pré-Sal vem sendo a maneira como os “lucros” serão dividos entre os estados do Brasil. Tratam- se de 9 a 14 bilhões de barris de petróleo. Os governadores do Rio de Janeiro, São Paulo e Espirito Santo querem receber mais do que os outros estados brasileiros, enquanto o governo federal tenta investir igualitariamente o lucro do Pré -Sal entre os estados.

Toda a atenção está concentrada no âmbito econômico, enquanto as questões ambientais como o aquecimento global, irão ter que esperar um pouco mais. Do ponto de vista econômico, regente da sociedade, a descoberta de tanto dinheiro é um convite certo para exploração e comércio, o que consequentemente agravará o efeito estufa. A descoberta de tamanha quantidade de petróleo no pré-sal irá atrasar a busca pelo uso de novas fontes energéticas, impossibilitando o Brasil de participar ativamente na redução de gases causadores do aquecimento global, que em sua grande maioria são gerados pela queima de combustiveis fósseis, como o petróleo e seus derivados. Dificilmente algum governo abriria mão de tanta riqueza, mesmo que tenha que continuar a poluir o planeta.

Esse tipo de situação é o maior exemplo de como anda o desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo, que apesar de ser um tema que nenhum político deixa de incluir em seu discursso, está colocado em segundo plano diante de oportunidades econômicas.

A exploração do petróleo na camada pré sal e o consequente lucro gerado pelo seu comércio, tal como a negação a um modelo sustentável, revela a contradição no “desenvolvimento sustentável”, onde o crescimento econômico impede que um país em desenvolvimento renegue o lucro em prol do meio ambiente. Desenvolvimento sustentável será possível?

Rodrigo Macanhan
bigjungle.wordpress

30/08/2009

Ilha de Lixo: Lixão do Pacífico

Entre o Havaí e o Japão, aculumam-se residuos sólidos compostos por matéria orgânica em decomposição, dejetos de navios comercias e grande quantidade de plástico, constituindo uma espécie de sopa plástica, um verdadeiro lixão em alto mar. O lixo proveniente de diversos países do mundo acumulam-se nessão região há mais de uma década, sendo seu volume estimado em 100 milhões de toneladas de detritos. Charles Moore fora o descobridor dessa tragédia ambiental e apelidou o local de “Lixão do Pacífico”.

A causa do acúmulo de lixo nessa região é a forma ignorante como empresas e governos gerenciam os resíduos sólidos gerados em seus países. Em uma sociedade que se auto – denomina desenvolvida, a prática de descarte do lixo continua sendo a mesma prática burra de sempre: Jogue o lixo para o alto mar que tá limpo! Essa prática é contrária a uma visão sistêmica que engloba o planeta e suas atividades como um todo, interagindo um com o outro, o tempo todo. Em um mundo moderno, onde empresas gastam milhões em publicidade vendendo imagem sustentável , o lixão do pacífico em pleno alto mar, revela a verdade sobre o descaso ambiental dessas empresas com o meio ambiente.

O acúmulo de lixo nessa região acontece também devido a atividade das correntes marítimas. Nessa região o mar é calmo, não há muito vento e a pressão é alta, o que mantém o lixão unido, formando então, uma região duas vezes maior que o Estados Unidos, só de lixo. A região é conhecida com giro do pacífico norte, onde as correntes formam um imenso redemoinho feito de água, vida marinha e muito plástico. Toda a vida marinha da região está sendo morta pela poluição.

Essa catástrofe ambiental evidencia um mundo em crise, em que a capacidade de recuperação do meio ambiente está esgotada. Foram necessários menos de 200 anos de poluição para esgotar a capacidade de “digestão e reposição” do planeta, o que prova a péssima escolha do modelo de consumo adotado pelo ocidente.

Veja esse link do youtube sobre a Ilha de Lixo, o Lixão do Pacífico:

27/08/2009

Questão da Sustentabilidade e a Publicidade sem Ética

A grande farra consumista desencadeada a partir da Revolução Industrial, potencializada com o avanço tecnológico dos meios de produção e a globalização vão custar caro ao Planeta que nos abriga. A poluição dos mares e rios, devastamento das florestas, saturação do ár com gases nocivos a saude planetária irão certamente desencadear mudanças climaticas brutas, tranformando a configuração atual do planeta e trazendo consequencias desastrosas para todas as especies que habitam o Planeta Terra.

Nesse texto, iremos propor uma nova configuração para a publicidade e também uma visão politica e social que remeta a sustentabilidade*. Apontaremos algumas das diversas razões que impedem o consumismo de continuar crescendo e sendo exposto nos meios de comunicação de massa, através da publicidade predatória.

Quando citarmos “ética” estaremos definindo-a como conduta verdadeira, um conjunto de normas que visa o bem acima de tudo.

* Sustentabilidade pode ser definida de diversas formas mas remete a uma unica idéia de atender ás necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atender as próprias necessidades.

Segunda Parte:

Modelo atual da publicidade:

O modelo padrão da publicidade é extrememente malicioso por conseguir atrair o desejo humano para si, para os produtos que desejam vender. Atualmente estamos acustumados a assistir publicidade agressivas quase que o tempo todo e em todo lugar da mesma forma, é um padrão só, um publico só, você!
A publicidade é apenas um canal de todo o sistema baseado no consumismo, não é a vilã principal da busca incessante para o lucro, mas é o canal que liga os interesses dos acionistas das grandes multinacionais a todas as pessoas, através dos meios de comunicação.

Sociedade do consumo:

Nossa sociedade é chamada de “sociedade do consumo” porque consumir se tornou uma atividade cotidiana que foi além da suposta idéia inicial de satisfazer necessidades para se tornar uma doença global.

O consumismo não existiria sem a publicidade, ferramenta fundamental para influenciar padrões de consumo, formar estilos de vida, e “ser alguém”passa a estar associado a posse de determinados produtos e/ou ao uso de determinados serviços. Tudo que consumimos gera residuos que podem ser absorvidos pela natureza, assim foi por milhares de anos, mas após a revolução industrial a imensa quantidade de lixo gerada pelo consumismo ultrapassou em muito a capacidade do planeta de absorver os residuos gerados pelo homem. Ano após ano a produção fora impulcionada pela ganância de muitos e hoje nos encontramos em um mundo em crise. André Trigueiro, em seu livro “Mundo Sustentável” resume bem o que um modelo sustentável necessita: “Sustentabilidade requer coragem, porque estamos falando de uma nova cultura politica, de um novo modelo de gestão e de novos parâmetros para o desenvolvimento”. Mudanças em todos os campos serão necessárias.

Segundo definição em dicionário consumir significa:

Fazer desaparecer pelo uso ou gasto.
Gastar; devorar; destruir.
Corroer; apagar (com o tempo).
Comer; beber.
Dissipar.
Fig. Mortificar, ralar.
Relig. catól. Comungar (falando da hóstia).

Publicidade enganosa ou abusiva – O que diz a lei

Artigo 37 do código de defesa do consumidor (Lei 8.078/90)

1. “ é enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de carater publicitário interira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da natureza, caracteristicas, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.”

2. “ É abusiva a publicidade discriminatória de qualquer natureza, que incite a violência, explore o medo e a supertição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeite valores ambientais ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança.”
A lei acima é bem clara quanto as restrições a publicidade em território nacional, porém não é aplicada. A publicidade infantil desperta desejos incontroláveis nas crianças, de modo que vão fazer de tudo que seja possivel para conseguir suprir os desejos incitados pela publicidade. Por exemplo, uma criança que assistira a um determinado programa ou comercial que deseja despertar nos telespectadores a vontade de consumir o que está sendo exibido, como um carro usado pelo super herói que encontra-se disponivel como brinquedo nas lojas, irá pedir aos pais para que comprem tal produto. Muitos dos Pais não tem condição financeira para bancar o sonho de consumo das crianças, o que causará desapontamento da criança junto aos pais, pois crianças não julgam ou tem experiência para julgar quanto relevante é possuir tal produto. Essa criança que teve sua vontade renegada irá pedir para quem puder, tia, irmão, avós que compre o produto e caso não consiga obtê-lo irá ficar descontente com sua situação causando distúrbios familiares que podem se complicar gerando graves crises da familia, fenômeno cada vez mais comum na sociedade atual. A publicidade infantil é um crime contra a ética por ser covarde e formadora de opiniões . A publicidade infantil visa incentivar a criança a cobrar consumo aos pais de maneira automática, não tendo capacidade de refletir aos impulsos externos, principal“ É abusiva a publicidade discriminatória de qualquer natureza, que incite a violência, explore o medo e a supertição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança mente os de origem predatória, que visam capturar e atrair consumidores.

É importante atentar o trecho da lei citada acima que proibe a publicidade “capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da natureza, caracteristicas, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.” Não é citado a criação de valores inalcançaveis, o maior recurso da publicidade, que traz o consumidor para si agindo como um “imã” no imaginário. A lei se refere apenas a natureza, caracteristicas, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. O recurso então pode ser usado livremente. Esse “recurso” é o que incita o consumo indiscriminado e consequentemente a degradação do meio ambiente. A lei deve estar atenta aos interesses do meio ambiente a frente dos interesses humanos, pois somos uma espécie que depende do planeta, sua vitalidade trará sustento a todos, enquanto haja respeito do ser humano ao planeta.

“ É abusiva a publicidade discriminatória de qualquer natureza, que incite a violência, explore o medo e a supertição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança…” Nota-se que a lei claramente não é cumprida, pois é sábio que os desejos das crianças quando estimulados irão atender rapidamente ao apelo, aproveitando-se da dificuldade de julgar e falta de experiência da criança para com a publicidade. É uma falha grave, que cria potenciais consumidores desenfreados para o futuro.

Um modelo diferente para publicidade:

Se é clara a função da publicidade de disseminar as idéias consumistas porque não propor a aplicação da ética verdadeira, diferente da atual agência reguladora brasileira que é comandada pelos próprios publicitários, que inibe apenas o que lhe convém, serve apenas como uma falsa imagem de ética.

A publicidade ética, que respeite o homem, deve apenas descrever os produtos sem agregar falsos valores, muitas vezes ilusórios. Tem muitos comercias que criam fantasias a cerca de uma vida feliz e repleta de bens materias e não apresentam nada sobre o produto! A publicidade deve restringir-se a apresentação das caracteristicas do produto sem fantasiar. Isso não significa que deve ser reprimida, sem o direito de expressar criatividade. A criatividade não está presente na Publicidade, são usadas ferramentas padrões para construção das grandes propagandas, são sempre a mesma coisa, agindo no imaginário humano através da fantasia de valores que podem ser adquiridos no produto ou serviço. É ético criar fantasias e agregar valores inatingíveis em um produto ou serviço? Será que a moiria dos profissionais de comunicação tem consciência do trabalho que fazem? Ambas as respostas são negativas. Um novo modelo publicitário, que seja fiel as limitações do produto/serviço, precisam de profissionais capacitados intelectualmente, para que possam conduzir o consumidor a uma justa interpretação, não fictícia, que mostre aquilo como realmente é. Os consumidores irão julgar a qualidade do produto entre si, sem a necessidade do apelo publicitario para formar opiniões e assim os produtos justos, que respeitem as fraquezas do desejo,surgirão. Trata-se de um longo processo, que envolve um recondicionamento social, poltico, ecônomico e acima de tudo mental. Sem consumidores atentos as premissas basicas da vida, que integra tudo em uma coisa só, homem como amigo da natureza, essa reformulação do consumo não pode ser alcançada com total êxito.

Conclusão e Soluções:

A publicidade precisa mudar de padrão para contribuir com a vida. O consumismo degrada o meio ambiente. Parar de usar tecnicas de persuação que fogem a realidade de muitos individuos significa diminuir o consumo não pensado, diminuindo esse consumo diminui-se a carga de poluentes para o planeta. Para se ter idéia, se cada ser humano vivesse com o mesmo padrão de vida de um norte- americano, seriam necessários mais de 4 planetas para satisfazer todos os “desejos” da sociedade(matéria-prima e fontes de energia). O impacto desse consumo desenfreado através do modelo de publicidade atual colocou o mundo em crise, causando uma preocupação da sociedade com o meio ambiente. Os publicitários devem focar suas propagandas no produto e suas caracteristicas, agregar ilusões de beleza e felicidade a produtos é inaceitável, não desenfrear o consumo é colocar o mundo em xeque.

Bigjungle

25/08/2009

Alimentação e Sustentabilidade

É praticamente uma missão alimentar-se bem nas grandes metrópoles modernas. A partir do momento em que o homem se distanciou da natureza em busca do desenvolvimento dos meios técnicos, a preocupação com o bem estar do organismo humano também se distanciou de nossa atual cultura alimentícia.

O cotidiano do homem pós moderno se resume a velocidade no trabalho e na produção, entretenimento através dos meios de comunicação e para os mais bem posicionados econômicamente, passeios e viagens, o que é muito bom. O problema é que grande parte da população alimenta-se de produtos industrias , o “fast food” , comida rápida, vem degenerando a qualidade de vida do homem, sem que ele perceba, a comida pode ser tão letal como o cigarro e excesso de álcool.

Cada um tem um ritmo de vida diferente, se preocupe em como você vai estruturar seu tempo e sua alimentação da melhor forma possível, começe aos poucos ou mude tudo do dia para noite, o importante é melhorar os hábitos alimentares. Se prepare também, para alguma dificuldade inicial na compra de produtos diferentes dos que você estava acustumado a consumir. Caso não goste de um produto, tente de outra marca, o leite de soja, por exemplo, varia muito quanto ao sabor e qualidade em produtos de uma mesma faixa de preço. O famoso “Ades” não é leite de soja, e sim um composto que também tem leite de soja, busque pelos nutrientes em produtos puros. Os biscoitos integrais são bastante saborosos e de fácil consumo, sendo um bom substituto aos biscoitos convêncionais. Quanto a carne, tente um peixe fresco bem feito ou até um frango de vez em quando, desde que seja criado sem antibióticos e hormonios do crescimento, que são fortes venenos para o o nosso corpo. Caso realmente goste de carne vermelha , tente comê-la no máximo, três vezes por semana, e evite grandes quantidades.

Outra dica muito importante: Não se iluda com as embalagens. Lembre-se que embalagem é uma coisa e alimento é outra! Você não vai comer aquela linda embalagem. Existem inúmeros produtos que apresentam embalagens e rótulos afirmando ser fonte de vitaminas e etc.. A embalagem só destaca o que o produto tem de bom e encobre o que o produto tem de ruim. Leia sempre os ingredientes, a quantidade de gordura tal como sua origem, a quantidade e variedade de vitaminas e minerais, a presença ou não de aditivos quimicos e conservantes. Experimente, com o tempo e a prática você vai chegar nos alimentos que mais lhe agradam.

Quando tomamos conciência da importância de uma alimentação natural e os fatores positivos que ganhamos em troca, estamos aptos a ter uma qualidade de vida muito melhor e basta então, colocar em prática a teoria de uma alimentação mais sustentável. A partir daí, estamos caminhando em um sentido ecologicamente correto, diminuindo os impactos da indústria alimenticia sobre o planeta, melhorando a nossa qualidade de vida e abrindo espaço para um modelo mais sustentável.

BigJungle

21/08/2009

Mundo Amazônia: Índios isolados e Geoglifos

Segundo a Fundação Estadual de Política Indigenista (Fepi), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a população indígina da Amanônia é de aproximadamente 120 mil indivíduos de 66 etnias, que falam 29 línguas. Grande parte dessas tribos, são conhecidas pela sociedade apenas pelas superficiais aulas de história, ou pelos festejos apresentados nos meios de comunicação.

A origem e o desenrolar da cultura indígena, em sua essência, ainda não é bem compreendido pelos eruditos e autoridades no assunto. A forma como a questão indígina vem sendo tratada, em especial na Amazônia, é de quase total desprezo. A degradação acelerada dos recursos naturais da floresta, ameaçam não só a biodiversidade e o meio ambiente como também os últimos habitantes nativos.

Por incrível que pareça, até hoje existem tribos indígenas que nunca tiveram contato com o homem branco, permanecendo remotas e isoladas. Na parte da floresta amazônica peruana situada próximo ao estado do Acre, tribos que nunca haviam tido contato com o homem branco, estão começando a entrar em contato com madereiros, que constroem acampamentos ilegais em locais extremamente remotos da floresta, até há pouco tempo lar desses índios.

A expulsão das últimas tribos virgens da região peruana a fizeram migrar para território brasileiro, e consequentemente irão se chocar com as últimas tribos do Brasil que ainda não tiveram contato com o homem, segundo o sertanista José Carlos Meirelles, que há 20 anos monitora as três tribos brasileiras que até hoje vivem sem contato. Além do possível conflito gerado pela compressão do espaço nativo do índio, estão as doenças transmitidas pelo homem branco, que provavelmente já dizimaram grande parte dos nativos, que não possuem anticorpos para doenças como a gripe, por exemplo. As tribos amazônicas que permanecem isoladas, já são de conhecimento do governo brasileiro desde de 1910. Essas tribos já forma vítimas de tentativa de contato por parte do homem e até mesmo, um programa de reality show chamado “tribo perdida” que seria exibido no Discovery Channel. A tentativa fracassou e se tornou um desastre quando 4 mulheres da tribo morreram devido a um vírus, passado pelos repórteres. De fato, essas poucas tribos amazônicas permanecem isoladas e nunca tiveram contatos amistosos como homem externo, e assim deve continuar sendo para que se possa preservar a essência da cultura original dos povos amazônicos.

Há poucos anos, para surpresa e fascínio de muitos, foram descobertos no estado do Acre, os “geoglifos”. Os geoglifos são vestígios arqueológicos representados por formas geométricas e animais(incluindo o homem). Esses desenhos são elaborados sobre o solo, podendo ser melhor observado olhando do céu para terra. Não se sabe qual era sua função, especula-se que possam ter servido desde abrigo ou agricultura para os índios ou até mesmo de indicação para os deuses, principalmente pela sua perfeita visualização acontecendo do céu.

Os geoglifos estão presentes em diversas regiões do mundo, como no na região andina do Chile, Peru e Bolívia. Recentemente, foram descobertos geóglifos no estado do Acre, a oeste da Amazônia perto da fronteira com a Bolívia. Esses geoglifos eram escavados em baixo relevo no solo. Infelizmente, tal descoberta só fora possível por causa do crescente avanço de madereiros, agricultores e pecuaristas na região amazônica.

Tanto a existência atual de tribos indígenas que nunca tiveram contato com o homem branco, como a descoberta dos misteriosos geoglifos, se juntam a necessidade vital de melhorar a forma como a Amazônia vem sendo administrada pelas autoridades governamentais. O desenvolvimento econômico para as cidades presentes na região amazônica proposto pelo atual governo federal, deve ser bem estudado e executado, caso contrário, será o mesmo desastre que vem sendo em Rondônia. O crescimento econômico proposto pelo investimento de R$32 bilhões em dez anos na cidade, aumentou a população e a violência, enquanto diminuiu a oferta de escolas e hospitais a população, o que consequentemente irá trazer malefícios irreparáveis ao grande mundo Amazônia.

13/08/2009

Colonização de Marte

A colonização de Marte, ainda parece ser uma realidade distante para muitos mas está mais próxima do que se imagina, e será tão natural, quanto foi a colonização das Américas e de outras terras, que em outras épocas, já foram distantes.. O planeta vermelho, assim denominado pela sua cor, tem muitas semelhanças com o planeta Terra, e caso a humanidade venha a ter um novo lar, será Marte.

Tempo virá em que os Homens serão capazes de estender seus Olhos… verão Planetas como a Terra. – Chistopher Wren, Discursso de inauguração, Gresham College, 1657.

As semelhanças com a Terra são muitas, é como se fosse um planeta irmão:

Marte possui duas calotas polares, a do norte é formada primordialmente de gelo de água, e a do sul é basicamente composta de dióxido de carbono. Já foram fotografados antigos leitos de rios que se encontravam secos, mas não deixaram dúvidas sobre um antigo fluxo de água corrente. A presença de minerais hidratados sugere que Marte abrigava rios, lagos e mares.

O planeta parece estar atravessando um período glacial, um momento em que a vida não se encontra abundante. É provável que o gelo de Marte venha a derreter, o que vai deixar o planeta mais parecido ainda com a Terra. Esse processo deverá ser natural, mas pode ser acelerado pelo homem, que já fez projetos para realização de tal evento. Esse projeto constitui basicamente na aceleração do derretimento do gelo polar, e na criação de canais para escoar a água para o resto do planeta, tornando o solo mais propenso a vida.

Após o primeiro grande momento espacial vivido nas décadas de 60 e 70, houve um abandono do interesse na exploração do espaço, e finalmente nos últimos anos, as grandes potências começaram a armar uma nova corrida espacial. Se antigamente a corrida fora protagonizada por EUA e URSS, agora terá a participação da China, que já faz projetos para levar o chinês a lua. Enquanto isso, a Rússia já faz simulações de voo para Marte, e nos EUA a Nasa trabalha a todo vapor.

Politicamente, a realização bem sucedida de exploração espacial é importante, pois coloca o país explorador em um patamar superior, capaz de dominar tecnologias de exploração que poderam ser muito importantes para o futuro próximo.

O crescente interesse no desenvolvimento de tecnologia espacial, coincide com um momento de crise ambiental antropogênica em nosso planeta, o que já começa a sugerir que os lideres mundias já sabem que o futuro será em outras Terras.

11/08/2009

Crescimento da População Mundial

Com cerca de 6,6 bilhões de habitantes, a Terra nunca esteve tão povoada. Os dados são impressionates, estima-se que em 2070, a humanidade atingirá a incrível marca de 10 bilhões de habitantes. Para se ter uma idéia, em 1802, o planeta abrigava em torno de 1 bilhão de pessoas, e em 1974, 4 bilhões.

Tamanha explosão populacional se deve as vantagens proporcionadas ao homem pela revolução industrial. Confortar uma espécie no meio ambiente, deixando-a sem inimigos naturais e cheia de recursos, de imediato irá proporcionar aumento no número de sua população. Todo esse conforto é composto pela construção em qual vivemos, os utensílios e produtos domésticos que nos auxiliam na limpeza e alimentação, o meio de transporte rápido, capacidade de maior fluxo de informação, roupas e todos os produtos que nos cercam. O avanço da medicina, que permitiu a cura de doenças e traumas antes fatáis e a diminuição da taxa de mortalidade infantil, também contribuem para tal crescimento.

Para analisar o crescimento populacional, é necessário emglobar diversos aspectos diferentes, como:

- Desenvolvimento econômico
- Qualidade da rede pública hospitalar
- Qualidade de vida da população
- Disponibilidade e uso de preservativos e anti concepcionais
- Nível de educação e Informação da população
- Hábitos culturais e religiosos

Todos esses fatores, e mais alguns que podem ser acrescentados, contribuem juntos para o total do número de habitantes de derterminado país. Não necessariamente países desenvolvidos irão apresentar populações maiores do que países em desenvolvimento, ou vice-versa. Prever qual será o crescimento da população a longo prazo, é praticamente impossível. Muitos fatores podem vir a maximizar ou minimizar o crescimento, ainda mais no atual momento de crise ambiental vivida pela sociedade pós-moderna.

Os países que dispõem a população acesso a bons hospitais públicos auxiliam o crescimento da mesma, mantendo a população viva por mais tempo. Por outro lado, a informação sobre e o uso de preservativos e anti concepcionais freiam o crescimento populacional.

Já nos países em desenvolvimento, a quase total ausência ou condições ruins dos hospitais, falta de higiene e contaminação do meio ambiente, não permitem uma vida mais longa, consequentemente diminui a população, aumentando a taxa de mortalidade infantil e diminuindo a expectativa de vida. Por outro lado, a falta de informação, e em agulns lugares, como em quase todo território africano, a quase total inexistência de preservativos e anti concepcionais, geram cada vez mais habitantes.

Alguns fatores, como o perfil dos casais modernos e o alto custo para se criar uma criança atualmente, também são muito consideráveis quando se trata de crescimento populacional. Já na China, maior população mundial com mais de 1,3 bilhões de habitantes, o controle populacional restringe com grande sucesso o crescimento, mas também traz alguns fatores negativos, como envelhecimento da população e consequente falta de mão-de-obra, o que por enquanto, não é problema na China.

Rodrigo Macanhan
bigjungle.wordpress

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.