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14/12/2009

Desconstruindo o Desenvolvimento Sustentável

Arquivado em: Agricultura e Pecuária, Alimentos: Transgênicos e Produtos Orgânicos, Amazônia, Bicicleta, Caminhadas Ecológicas - P. Lage/Corcovado, Ciência e Tecnologia, Conceitos e História da Sustentabilidade - Protocolo de Quioto, Eco-92 e Principais Conferências da ONU, Desmatamento, Lixo e Poluição : Lagoa RF, Delta Niger, Lixão do Pacífico, Soluções para o Lixo e etc., Política, População e Sociedade, Sustentabilidade — macanhan @ 10:13 pm
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Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Projeto Final de Curso

Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Propaganda

Aluno: Rodrigo Costa Macanhan

Orientador: Leonel Aguiar

Tema: Desconstruindo o Desenvolvimento Sustentável

Sumário:

Introdução:

1. Um Sonho Sustentável………………………………………………………… 3
2. Conceituando o Meio Ambiente…………………………………………….4 a 7

Parte 1 : O Desenrolar da Crise Ambiental.

1. Causas da Crise Ambiental…………………………………………………….8 a 13
2. O despertar político da Crise Ambiental……………………………………..13 a 17
3. Opinião pública sobre as Mudanças Climáticas……………………………..18 a 20
4. Poluição: Ilha do Lixo e Lagoa Rodrigo de Freitas………………………….21 a 24

Parte 2 : Energia, transporte e desenvolvimento

1. Energia: Novas soluções para o Brasil e para o Mundo………………….24 a 26
2. Energia e Desenvolvimento………………………………………………….27 a 28
3. Carros movidos a Energia Alternativa………………………………………29
4. Bicicleta: Reconstruindo as cidades……………………………………….30 a 32

Parte 3: Desenvolvimento (In) Sustentável?

1. Previsões para amanhã!………………………………………………………33 a 34
2. Desenvolvimento (In) Sustentável?…………………………………………35 a 36

Bibliografia:………………………………………………………………………….37

Introdução:

1.Um Sonho Sustentável

Desenvolvimento Sustentável é perfeito! Finalmente a sociedade formulou um modelo que une desenvolvimento e sustentabilidade, progresso e meio ambiente! Para que isso seja possível basta tomarmos algumas medidas, como usar energias limpas em vez de combustíveis fósseis, erradicar a pobreza, diminuir drasticamente as desigualdades sociais, rever o modo de produção da pecuária e do setor agrícola, frear o consumo, conscientizar a população sobre o bem ambiental e é claro, esperar que as grandes corporações coloquem as questões ambientais na frente das econômicas. Que tal? Será possível por em prática o modelo de desenvolvimento sustentável?

Até mesmo os “sustentáveis” mais positivos, têm dificuldade em acreditar na viabilidade de sucesso absoluto de aplicação do desenvolvimento sustentável, ou seja, colocar em prática todos os princípios que regem o equilíbrio ambiental e produção. Atingir tal meta, a partir do modelo sócio-econômico em que a sociedade se encontra, seria muito difícil. Por isso nos encontramos em crise.

Mesmo que seja um equívoco quanto a sua finalidade, a prática de sustentabilidade é altamente positiva para a sociedade, transformando a sua concepção e interação com o meio ambiente. De fato, sustentabilidade está remando contra a corrente (economia), mesmo que não cheguemos à praia, estaremos mais próximos.

Esse presente trabalho pretende analisar a viabilidade de aplicação de um modelo de desenvolvimento sustentável na atual sociedade do consumo. Serão apresentados argumentos críticos e realistas que abrem a expressão “desenvolvimento sustentável” para melhor compreendermos sua finalidade.

Apesar de ao longo desse trabalho a proposta e o andamento do desenvolvimento sustentável forem expostos, para desmascarar tal ilusão, também será evidenciado o grande despertar da sociedade com as questões climáticas.

2. Conceituando o Meio Ambiente

Meio Ambiente:

“O conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.
(Dicionário Brasileiro de Ciências Ambientais)

“Pensemos no conjunto daquilo tudo que nos rodeia ou envolve e tem relação direta com cada um de nós, enquanto seres vivos que somos. A água de que somos compostos e que ingerimos, o ar que respiramos, o solo sobre o qual nos movemos, os alimentos que tomamos, as espécies vegetais e animais que nos cercam. Tudo isso tem muito a ver conosco, particularmente com nossa saúde e condições biológicas. O clima em que vivemos e a paisagem que contemplamos exercem, também, influência ponderável em nosso organismo.

Este conjunto está à nossa volta e somos como o seu centro. Todavia, não somos meros seres estáticos e petrificados. Nós reagimos ao conjunto que nos envolve e agimos sobre ele. Bastaria que exercêssemos de maneira rudimentaríssima as nossas funções vitais para entrarmos em interação com o nosso meio ambiente. É assim que vamos identificando a característica peculiar e essencial que faz do meio ambiente uma entidade especialíssima: Sua relação íntima com a vida na Terra. Onde não houver um ser vivo, onde os elementos não se ordenarem para a vida, aí não haverá meio ambiente”.
(Filho, Luiz Gonzaga de Freitas)

O interessante é que este sentido mais amplo está na origem da expressão “Meio Ambiente”, que reúne dois substantivos redundantes: meio (do latim mediu) que significa tudo que nos cerca, num espaço onde nós também estamos inseridos; e ambiente, palavra composta de dois vocábulos latinos: a preposição amb (o) (ao redor, á volta) e o verbo ire (ir). Ambiente, portanto, é tudo que vai á volta. “Mas dizer que meio ambiente é tudo, seria simplificar demais a questão”
(Meio Ambiente no Século 21)

O conceito de meio ambiente ainda não está fechado, ou seja, está aberto a interpretações quanto a sua amplitude. Se alguém, por exemplo, perguntar se Vênus faz parte do meio ambiente, qual seria a resposta correta?

Se entendermos que meio ambiente é “o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas” ; poderíamos afirmar que não há meio ambiente em Vênus, pois não conhecemos vida nesse planeta.
Se unificarmos o conceito de meio ambiente com o de visão sistêmica, compreenderemos que da mesma forma que os componentes do nosso planeta interagem uns com os outros, os componentes do sistema solar e do espaço também interagem entre si, inclusive com o planeta Terra, fazendo então, Vênus se tornar parte do meio ambiente. Dessa forma, compreenderemos o meio ambiente em sua grandiosidade e diversidade.

Ecologia:

A palavra ecologia, ou OECOLOGIE em sua forma alemã – foi criada em 1866 pelo naturalista Ernst Haeckel. Ele a inventou combinando as palavras gregas oikos, que significa casa ou família, e logos, que designa qualquer tipo de estudo. Literalmente, ecologia significa estudo da casa.
Em meados do século XIX, animais e vegetais costumavam ser estudados de forma isolada, pouca atenção era dada à forma como eles se relacionavam com o meio ambiente à sua volta. O novo ramo biológico fundado por Haeckel propunha algo diferente. Em vez de tratar diferentes espécies como unidades isoladas, a OECOLOGIE examina o modo como elas interagem com o ambiente físico ou “familiar” e com outras espécies ao seu redor.
( Burne, David. Fique por dentro da Ecologia)

No livro “Meio Ambiente no século 21” , alguns princípios da Ecologia são citados:

- Nenhum ecossistema produz resíduos, já que os resíduos de uma espécie são o alimento de outra.
- A matéria circula continuamente pela teia da vida.
- A energia que sustenta estes ciclos ecológicos vem do sol.
- A diversidade assegura a resiliência.
- A vida, desde o seu início há mais de três bilhões de anos, não conquistou o planeta pela força, e sim através de cooperação, parcerias e trabalho em rede.

Efeito Estufa e Aquecimento Global:

Conceitualmente, podemos definir o efeito estufa como um fenômeno natural causado pelo acúmulo de gases na atmosfera, principalmente vapor de água e dióxido de carbono, que provocam a retenção de calor na Terra.
O efeito estufa assegura a manutenção da vida em nosso planeta. Sem o efeito estufa, a temperatura média estimada no planeta Terra seria em torna de 16 C negativos.

Da mesma forma que esses gases favorecem a vida, o aumento de suas quantidades podem significar maior retenção de energia na atmosfera terrestre, causando o derretimento das calotas polares, o aumento do nível dos oceanos e a conseqüente submersão das áreas costeiras.

O aquecimento global é o agravamento do efeito estufa, que na atual crise ambiental tem origem antropogênica.

Ativo Ambiental:

Conjunto de bens e direitos destinados ou provenientes da atividade de gerenciamento ambiental, incluindo os gastos efetuados com conservação ambiental ou com a prevenção e redução de danos ambientais potenciais.

Passivo Ambiental:

Conjunto de obrigações, contraídas de forma voluntaria ou involuntária, que exigem a adoção de ações de controle, preservação e recuperação ambiental.

Desenvolvimento Sustentável:

Em 1987, as discussões sobre meio ambiente e crescimento culminaram na definição clássica de Desenvolvimento Sustentável enunciada no Relatório Brundtland:
- Desenvolvimento que atende às necessidades do presente, sem comprometer sem comprometer a capacidade de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades.

Também pode ser definido como uma forma de desenvolvimento econômico que:

- Não tem como paradigma o crescimento, mas a melhoria da qualidade de vida.
- Não caminha em direção ao esgotamento dos recursos naturais, nem gera substâncias tóxicas no ambiente em quantidades acima da capacidade assimilativa do planeta.

Outras definições:

Novo modelo de desenvolvimento, em processo de construção, que surge no final do século 20 como resposta ao esgotamento de um modelo que o relatório brasileiro para a Rio-92 descreve como “ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto”.
Requer um horizonte de planejamento que vai além das necessidades e aspirações das populações atuais e exige, de imediato, a integração das questões ambientais, sociais e econômicas.

Sustentabilidade:

Qualidade de um sistema que é sustentável; que tem a capacidade de se manter em seu estado atual durante um tempo indefinido, principalmente à baixa variação em seus níveis de matéria e energia; desta forma não esgotando os recursos de que necessita.

O conceito foi introduzido no final da década de 1980 por Lester Brown, fundador do Worldwatch Institute, que definiu comunidade sustentável como a que é capaz de satisfazer as próprias necessidades sem reduzir as oportunidades das gerações futuras.

Anos depois, o chamado Relatório Brundtalnd, encomendado pelas Nações Unidas, usou a mesma definição para presentear o conceito de “desenvolvimento sustentável”.

Visão Sistêmica:

Significa entender o meio ambiente e todos os seus componentes como um organismo vivo, levando-se em conta, todas as interações entre seus diversos elementos, não importando as demarcações territoriais feitas pelo homem. É necessário dar a mesma importância de respeito e preservação a todas as regiões do mundo, não importando as condições econômicas ou políticas da nação, uma vez que o meio ambiente terrestre é único e interativo.

Mudança climática:

Mudança climática que supera, para um determinado intervalo de tempo, a variabilidade natural do clima, e cuja origem possa estar relacionada, direta ou indiretamente, a alterações na composição da atmosfera mundial decorrentes da atividade humana.

Energia Limpa:

Diz-se da energia cuja utilização não gera resíduos e/ou emissões que causem impacto no meio ambiente.

Parte 1:

1. Causas da Crise Ambiental:

Enumerar quais foram todas as causas da crise ambiental é uma tarefa quase impossível, seria necessário englobar por completo o desenvolvimento da atividade humana, desde os primórdios, tempos que muito pouco conhecemos. Afirmar que a crise ambiental é inédita para humanidade é apenas uma especulação, mas que vivemos uma crise ambiental antropogênica, é uma realidade que não demorou muito tempo para ser atingida.

Apesar da dificuldade em entender o que levou a humanidade a atual crise ambiental, algumas causas claras e altamente relevantes podem ser facilmente destacas:

Revolução Industrial:

Não há como se falar em crise ambiental sem falar das conseqüências da revolução industrial. Durante o início do século XVIII , a burguesia industrial ansiando por maiores lucros, transformou e padronizou os meios de produção e iniciaram a criação de uma sociedade baseada no consumo, gerando então, uma imensa carga de resíduos ao meio ambiente, esgotando por muito a sua capacidade de decomposição e reposição de matéria.

Consumismo:

Com o desenvolvimento dos meios técnicos de produção, durante a revolução industrial, o anseio capitalista pelo lucro demandou um grande número de consumidores, e para que tal objetivo fosse alcançado, os meios de comunicação foram acionados em prol do consumo. A idéia inicial de expor as qualidades dos produtos para vendê-los para um público maior, logo se transformou em uma publicidade de convencimento e persuasão de alta intensidade, apelando para um valor ilusório entre posse de um bem e satisfação pessoal, agregando um valor inexistente aos produtos industrializados e causando distúrbios ambientais imensuráveis.

“Consumir” pode ser definido como:

Fazer desaparecer pelo uso ou gasto.
Gastar; devorar; destruir.
Corroer; apagar (com o tempo).
Comer; beber.
Dissipar.
Fig. Mortificar, ralar.
Relig. catól. Comungar (falando da hóstia).

Em estudo divulgado pela Organização não-governamental WWF, “o consumo de recursos naturais supera em 20% ao ano a capacidade do planeta de regenerá-los”, enquanto o Relatório Estado do Mundo 2004, do Worldwatch Institute, afirma que o “consumismo desenfreado é a maior ameaça a humanidade”.

O atual modelo de produção e comércio está literalmente consumindo os recursos naturais do planeta, principalmente os não-renováveis, além disso, os recursos são distribuídos de forma extremamente desigualitária. Aproximadamente 20% da população mundial realizam 86% das compras que são feitas no mundo.

Segundo o Instituto Akatu para o Consumo Consciente, o perfil do consumidor anda mudando de antes leigo, para agora mais atento as práticas ecológicas:
“No caso do Brasil, por exemplo, 43% dos consumidores brasileiros já são comprometidos ou conscientes de seu ato de consumo. Isso significa que,no mínimo, antes de comprar eles consideraram alguma questão que não esteja relacionada diretamente ao preço e a qualidade do produto”.

A mudança de postura do consumidor está acontecendo, mas não de uma forma tão acelerada. No caso da pesquisa realizada pelo Akatu, fora considerado que apenas o fato de o consumidor levar em conta outros fatores além do preço e qualidade, seria o suficiente para denominá-lo consumidor consciente .O consumidor para ser consciente do consumo tem de saber exatamente o que foi demandado para fabricação do produto e para o transporte, tomando ações práticas em favor do meio ambiente no momento da compra. Além disso, a responsabilidade ambiental da empresa deve ser um dos fatores de maior importância na hora da compra, o que infelizmente ainda é muito difícil de identificar, principalmente devido às falsas “propagandas sustentáveis” executadas pelos grandes conglomerados empresariais.

Crescimento Urbano e Populacional:

Impulsionado pelo crescimento da indústria e pela conseqüente migração de mão-de-obra, as cidades se expandiram de forma muito acelerada, uma imensa quantidade de concreto tomou a paisagem, provocando mudanças no micro e no macro clima. Rios e oceanos por décadas foram contaminados pelos mais diversos tipos de poluentes, desde lixo orgânico até metais pesados e lixo nuclear.

A violência e a falta de educação cresceram em ritmo tão acelerado quanto o crescimento da cidade, a pecuária e a agricultura demandaram muita terra para atender aos anseios do mercado consumidor, enquanto isso, o meio ambiente do planeta se desequilibrou.

Com cerca de 6,6 bilhões de habitantes, a Terra nunca esteve tão povoada. Os dados são impressionantes, estima-se que em 2070, a humanidade atingirá a incrível marca de 10 bilhões de habitantes. Para se ter uma idéia, em 1802, o planeta abrigava em torno de 1 bilhão de pessoas, e em 1974, 4 bilhões.

Tamanha explosão populacional se deve as vantagens proporcionadas ao homem pela revolução industrial. Confortar uma espécie no meio ambiente, deixando-a sem inimigos naturais e cheia de recursos, de imediato irá proporcionar aumento no número de sua população.

Todo esse conforto é composto pela construção em qual vivemos, os utensílios e produtos domésticos que nos auxiliam na limpeza e alimentação, o meio de transporte rápido, capacidade de maior fluxo de informação, roupas e todos os produtos que nos cercam. O avanço da medicina, que permitiu a cura de doenças e traumas antes fatais e a diminuição da taxa de mortalidade infantil, também contribui para tal crescimento.

Automóvel:

Na década de 1920, Henry Ford descobriu que era possível baratear os custos de fabricação construindo automóveis em linhas de montagem, a partir daí o carro próprio virou um dos maiores símbolos de status da civilização moderna. Funcionando a base da queima de derivados do petróleo, a poluição emitida pelos automóveis é grande contribuidora para o aquecimento global.
Não é apenas através da queima de combustível fóssil que a indústria automobilística prejudica o meio ambiente. Todo o espaço físico das cidades foram estruturados para suportar automóveis, uma quantidade exagerada de ruas, avenidas, estradas, pontes e viadutos. Dessa forma, o espaço público se distanciou do cidadão, concentrando-se agora nos pólos comerciais.

Para a saúde pública, a fumaça emitida pelos carros, ônibus e caminhões já vem fazendo vítimas. Segundo estudo da Faculdade de Medicina da USP, 455 pessoas com mais de 75 anos morrem por ano na capital paulista por problemas respiratórios causados por poluentes presentes na fumaça dos carros. O número de crianças com problemas alérgicos respiratórios vem crescendo demasiadamente, principalmente nas metrópoles e cidades de médio porte.

A política por veículos mais sustentáveis, como será discutido mais adiante, tenta amenizar o passivo ambiental gerado pelos automóveis, mas para que funcione com maior sucesso, será necessário regular a produção e consumo de acordo com a capacidade de suporte do planeta, além de aprimorar os transportes de massa.

Sociedade Individualista:

Em uma sociedade onde o cidadão não tem responsabilidades públicas, e somente econômicas, aparece uma margem para que o individualismo gere descomprometimento com o que lhe é alheio, incluindo o meio ambiente, que muitos indivíduos não se reconhecem como parte do mesmo. Essa condição individualista aparece não só em indivíduos singulares, mas aparece nas mais altas esferas de governo de países desenvolvidos e principalmente no atual modelo empresarial.

O constante despejo de lixo proveniente de países europeus, principalmente Inglaterra, em território africano, reflete a carência de uma visão sistêmica e a presença de um pensamento individualista, que não enxerga o futuro, em prol de um “alívio” momentâneo, como nesse caso.

Avanço da Pecuária, Agricultura e Indústria Madereira:

Pecuária:

No Brasil, o setor pecuário vem impulsionando a destruição da Amazônia, através do boi ilegal. Trata-se de um animal criado e alimentado em locais que originalmente, pertencem à floresta amazônica. Muitas árvores são derrubadas para que o local possa servir de pasto. Estima-se que a indústria pecuária da Amazônia seja responsável por um, em cada oito hectares de florestas destruídas no mundo. O próprio governo brasileiro sabe que a pecuária é responsável por 80% do total desmatado na floresta amazônica, da parte brasileira.

A situação da pecuária no Brasil, necessita atenção pelos altos números do mercado bovino nacional, que garantem o país como o maior mercado comercial de carne do mundo, e divide com a China, a liderança nas exportações de couro curtido. Os números são tão arrasadores, que no ano de 2008, um em cada três quilos de carne que estava circulando pelo mundo, era proveniente do Brasil, que produz mais de 14 milhões de toneladas por ano de carne (boi,frango e porco). Todos esses altos números da pecuária, demonstram que a floresta está sendo devastada para suprir a crescente demanda internacional de carne. Ao mesmo tempo, o Brasil está se consolidando como líder nesse segmento de mercado devido à crescente demanda nacional e internacional por carne.

Agricultura:

A agricultura é um processo milenar de trabalho e cuidado que a terra exige para produzir. Sua origem ainda não é muito bem definida pelos eruditos, mas através de relatos arqueológicos e de estudos de muitas autoridades referentes no assunto, R.J. Braidwood e B.Howe, com a obra “Prehistoric Investigations in Iraqi Kurdistan” não deixaram dúvidas de que a agricultura se espalhou mundo afora a partir do arco de montanhas e planaltos do Oriente Médio. Trata-se da região onde os rios Tigre e Eufrates têm origem, na antiga Mesopotâmia-nordeste.

Com o passar do tempo, o sucesso agrícola tem estado aliado ao sucesso de determinadas populações, mas o uso errado de substâncias que promovem a fertilização e aumentam a produtividade, há tempos vem causando grandes males ao homem. O estrume, por exemplo, causou muitas doenças quando acumulado e manejado perto de nascentes.
Atualmente, a agricultura não é mais sinônimo de sucesso, e a maior preocupação da população quanto à qualidade do alimento, não gira mais em torno da contaminação por estrume. No artigo “

A agricultura no mundo moderno: Diagnósticos e perspectivas” , José Eli da Veiga, chama a atenção para os perigos dos produtos agrícolas:

“Sem freios institucionais, os praguicidas e os fertilizantes químicos continuaram a ser utilizados até o limiar de sua rentabilidade, que costuma ser muito além do limiar de nocividade. Sem interdição, quaisquer produtos perigosos, mas lucrativos, não cessarão de ser empregados. Mesmo quando são proibidos, como é o caso do DDT, por exemplo. Pior: lugares dos mais insubstituíveis serão explorados e espécies das mais raras serão extintas. Além da erosão dos solos e da contaminação de águas e alimentos por resíduos de agrotóxicos…”

Para completar a desgraça agrícola, temos a chegada já não tão antiga dos “transgênicos”. Transgênicos, ou organismos geneticamente modificados (OGM), são seres vivos criados em laboratório, que incorporando genes de outras espécies, criam cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza. A expressão “transgênico” fora utilizada pela primeira vez, por Gordon e Ruddle, em 1982, quando camundongos gigantes foram fabricados nos EUA. No ano seguinte, foi a vez do surgimento da primeira planta transgênica.
Planta com bactéria, animal com inseto, bactéria com vírus, são alguns dos exemplos de cruzamentos possíveis. Através de uma técnica que permite cortar genes de uma determinada espécie e colá-los em outra, os cientistas criam organismos totalmente novos com características específicas, escolhidas por eles.

Os transgênicos, ao contrário do que se pensa, não dispensam o uso de agrotóxicos, pelo contrário, se torna dependente. No começo, a plantação demanda menos agrotóxico para atingir o nível satisfatório do agricultor moderno, depois de uns 3 anos, a demanda pelo agrotóxico cresce. Isso ocorre através das super pragas. Tanto o organismo vegetal quanto o organismo animal, criam resistência, fazendo com que o uso de uma substância mais forte, se torne necessária para combater o male.
Para saúde humana, apesar de não haver nenhum estudo científico que comprove, o transgênico é prejudicial, só não se sabe o quanto, ainda. O uso de transgênico aumenta drasticamente a quantidade de agrotóxico no vegetal, o que significa que os alimentos “naturais” como o arroz, por exemplo, ficam cada vez mais impuros.
Até hoje, não há nenhuma evidência concreta de que os transgênicos aumentem a produtividade. Empresas como a Monsanto, faturam milhões com a venda de agrotóxico aplicado na soja transgênica, além da venda de sementes, que é exclusiva ao “fabricante”, claro. Outro laboratório, a Bayer, quer usar o Brasil como campo de teste para o seu novo produto: O arroz transgênico Liberty Link 62 , que não é plantado nem comercializado em nenhum lugar do mundo. Organizações civis de todo o país, já pediram ao governo brasileiro, a suspensão do plantio de transgênicos, visto que não existe um controle efetivo quanto à produção e segurança de grãos mutantes.

Na agricultura brasileira, no ano de 2008, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas ultrapassou 140 milhões de toneladas, de acordo com o IBGE. Essa marca superou o ano anterior , 2007, onde foram produzidas 133,1 toneladas, registrando um aumento de 9 % em um ano. A cada ano, haverá mais necessidade de crescimento no setor agrícola, devido à demanda crescente impulsionada pelo mercado e pelo crescimento populacional.

2. O despertar político da Crise Ambiental

Uma crise relativamente nova para a humanidade. Em 1962 , o livro “Primavera Silenciosa” de Rachel Carson, relata a utilização de DDT no solo orgânico e a sua relação com o não retorno das aves migratórias americanas. Esse foi um dos marcos para o pensamento sobre a crise ambiental. Desde então, a poluição das águas, o excesso de lixo, o desmatamento, o buraco na camada de ozônio, a queima de combustíveis fósseis e o conseqüente aquecimento global, surgiram como uma proposta urgente de mudança para um modelo sustentável, confrontando o atual modelo econômico.

Conferência de Estocolmo:

No ano de 1972, de 5 a 16 de junho, ocorre à primeira Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, em Estocolmo. Foi a iniciativa política de maior destaque até o momento e contou com a participação de representantes de 113 países. O dia 5 de junho fora então proclamado como dia mundial do meio ambiente.
A Conferência de Estocolmo, como ficou popularmente conhecida, resultou na criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) gerando então a Declaração sobre o Ambiente Humano e o Plano de Ação Mundial. O primeiro, foi uma afirmação de princípios de comportamento e responsabilidade que deveriam governar as decisões relativas às questões ambientais, enquanto o segundo convocava a cooperação internacional para as questões referentes ao meio ambiente .
Os países do norte começavam a apresentar preocupação com a deterioração do ambiente e o rápido esgotamento dos recursos do planeta. Os países do sul consideraram que o principal problema era o desenvolvimento da sua economia e que os problemas ambientais eram apenas preocupações e responsabilidade dos países ricos; além disso, para estes países, a Convenção apenas serviu para resolver os problemas ambientais dos países do Norte.
Conceitos de uma visão sistêmica, que englobam todas as interações do homem com o meio ambiente, independente das demarcações territoriais feitas pelo mesmo, começam a entrar em pauta nas discussões políticas ambientais.

Eco-92

Em 1992, entre 3 e 14 de junho, acontece no Rio de Janeiro a segunda Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, ficando popularmente conhecida como Eco-92. Chamou a atenção de todo o mundo para a compreensão de que os problemas ambientais do planeta estão intimamente ligados às condições econômicas e à justiça social. Teve a presença de 172 países, representados por aproximadamente 10.000 participantes, incluindo 116 chefes de Estado.
A conferência tinha como objetivo decidir que medidas os países do mundo deveriam tomar para conseguir diminuir a degradação ambiental e preservar o meio ambiente para as gerações futuras. Três acordos ocorreram durante a Eco-92: Agenda 21, a Declaração do Rio e a Declaração de Princípios das Florestas.

-Agenda 21:

Um documento que trata de basicamente todas as questões, dos padrões de produção e consumo à luta para erradicar a pobreza no mundo e às políticas de desenvolvimento sustentável – passando por questões como dinâmica demográfica, proteção à saúde, uso da terra, saneamento básico, energia e transportes sustentáveis, eficiência energética, poluição urbana, proteção a grupos desfavorecidos, transferência de tecnologia dos países ricos para os pobres, habitação, resíduos(lixo) e muito mais. (Novaes, Washington – Agenda 21: Um novo modelo de civilização)

O documento consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável e também atentou a importância de começar a agir nas comunidades locais, que na Conferência Rio+5, realizada em 1997, estimou-se que 65 países já haviam definido suas Agendas 21, tal como 2000 comunidades locais.
Apesar da grandiosidade das palavras escritas no documento, infelizmente os mecanismos financeiros para combater a crise ambiental, tal como a geração de soluções, não aconteceu nem de perto como fora acordado. Os países ricos não contribuíram para a diminuição de desigualdade social, ao mesmo tempo em que a dívida dos países em desenvolvimento aumentaram de US$ 200 bilhões para US$ 2,5 trilhões.

-Declaração do Rio:

Denominação comum da Declaração do Rio sobre meio ambiente e desenvolvimento. Aprovado na Eco-92, contém 27 princípios de orientação para uma ação internacional baseada na responsabilidade ambiental e econômica.

-Declaração de Princípios das Florestas:

Essa declaração visa à conservação e desenvolvimento sustentável de todos os tipos de floresta. O documento não tem poder jurídico e fora aprovado na Eco -92.

Protocolo de Quioto:

Após uma série de eventos que discutiram a ligação entre as atividades humanas e o aquecimento global, o Protocolo de Quioto fora discutido e negociado em Agosto de 1997 na cidade de Quioto, no Japão. O documento foi aberto para assinaturas em 11 de dezembro do mesmo ano.
O protocolo estipulou prazos e metas a serem cumpridos, propondo que os países desenvolvidos reduzissem suas emissões de gases poluentes, em 5,2%, entre o ano de 2008 e 2012, tendo como referência os níveis de 1990.

No artigo “As complexas negociações internacionais para atenuar as mudanças climáticas” , de Eduardo Viola, que pode ser encontrado no livro “Meio Ambiente no Século 21” , a dificuldade das diversas nações com as questões climáticas aparece como:
“Os conflitos de interesses entre os países desenvolvidos, emergentes e pobres é um dos fatores determinantes na dinâmica das negociações no processo de estabelecimento do regime de mudança climática ”.
No mesmo artigo, o autor define as forças pró-Quioto e anti-Quioto, se referindo as nações que tentam colocar o protocolo em prática e as nações que tentam mantê-lo inativo:
“ Durante as conferências posteriores a Quioto ( Buenos Aires: 1998; Bonn, 1999, e Haia, 2000) houve quatro coalizões principais de negociação: a União Européia, o Grupo Guarda-Chuva, o G77/China e, por fim, a Aliança de Pequenos Estados Ilhas”.

A união Européia é formada, em sua maioria, por países com média intensidade de carbono por habitante, e lá se encontram as forças pró-Quioto. Já o Grupo Guarda-Chuva, que é formado por três subgrupos:

O primeiro é composto por Estados Unidos, Canadá e Austrália, todos com alta intensidade de carbono por habitante. Esses países transportam cargas por longas distâncias, degradando o meio ambiente acima de um nível sustentável. Nesses países a opinião pública é de grande contraste, dividindo-se em opiniões e atitudes favoráveis ou não ao meio ambiente.

O segundo subgrupo é integrado por Japão, Nova Zelândia e Noruega, que já apresentaram uma redução de suas taxas de carbono emitido na década de 1990, o que não isenta a responsabilidade ambiental de continuar a reduzir suas taxas até um ponto sustentável. Noruega e Suíça completam esse subgrupo, mas diferente de Japão, Nova Zelândia e Noruega, esses dois países possuem uma opinião pública com baixa responsabilidade global, o que dificulta a cobrança política para práticas sustentáveis.

Por fim, os países industrializados ex-comunistas que dividido ao colapso econômico sofreram uma drástica redução nas emissões de carbono. Esse subgrupo é composto por Rússia, Ucrânia, Bielo-Rússia, Bulgária e Romênia. Essas Nações apresentam uma leve tendência favorável às questões pró-Quioto, mas pecam por não ter políticas públicas de maior resultado para um modelo de desenvolvimento sustentável.

O G77/China é um conglomerado de mais de cem países, todos em desenvolvimento, com exceção das ilhas. Podemos dividir esse grupo em:
Brasil, China, Índia, Indonésia e África do Sul são países que colaboram ativamente para o aquecimento global, apesar de tomarem posições a favor do Protocolo de Quioto, por acreditar que podem ter ganhos derivados da Implementação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Esses países são antagônicos quanto ao protocolo, politicamente assumem uma posição pró-Quioto mas ao mesmo tempo, crescem “a moda antiga” , sem deixar as questões ambientais em primeiro plano, continuam a queimar combustíveis fósseis em grandes quantidades.
Outro subgrupo do G77/China é formado pelos países da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Irã, Emirados Árabes Unidos, Líbia, Argélia, Nigéria, Venezuela, Equador e Indonésia) , que obviamente, devido ao alto lucro obtido com a comercialização do petróleo, são contra uma transição em curto ou médio prazo para formas de geração de energia limpa.

O terceiro subgrupo é caracterizado por nações com simpatia ao estabelecimento de compromissos de redução da taxa de crescimento futuro de emissões de carbono. Esses países são: Coréia do Sul, Singapura, Argentina, Uruguai, Chile e Costa Rica.

Por último, a Aliança de Pequenos Estados Ilhas, constituído por mais de 20 ilhas ao redor do mundo. Essas ilhas são amplamente favoráveis ao protocolo e a qualquer atividade que vise controlar a crise ambiental, por questão de sobrevivência. As conseqüências do aquecimento global, como a elevação do nível do mar, irão certamente varrer quase que todas essas ilhas do mapa. Um exemplo para os grandes continentes do que estará por vir.

Conferência de Joanesburgo:

Em 2002, ocorre a Conferência Internacional da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável e Pobreza. Fora realizado no período entre 26 de agosto a 4 de setembro, em Joanesburgo. Documentos como a Declaração de Joanesburgo em Desenvolvimento Sustentável e o Plano de Implementação são gerados. O primeiro busca os desafios do desenvolvimento sustentável e especifica diversos compromissos políticos e econômicos com o meio ambiente, em que chefes de Estado se comprometem a implementar as ações necessárias para tornar o desenvolvimento sustentável uma realidade, enquanto o segundo identifica várias metas como a erradicação da pobreza, a alteração de padrões de consumo e de produção e a proteção aos recursos naturais.

Conferência das Partes:

Conferência das Partes (COP) é o órgão supremo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
A primeira Conferência das Partes (COP1) , foi realizada em Berlim, no ano de 1995, seguida pela COP2, em 1996, na cidade Genebra, em seguida a COP3 em Quioto, onde o protocolo o Protocolo de Quioto fora adotado. Buenos Aires recebeu a COP4, estabelecendo o Plano de Ação de Buenos Aires, que ansiavam a implementação da Convenção e a entrada em vigor do Protocolo de Quioto. Em 1999, seguiu-se a COP5, na cidade de Bonn, na Alemanha. A próxima anfitriã foi a cidade de Haia, na Holanda, a receber a COP6, que como o Plano de Ação de Buenos Aires, buscava implementar e realizar as metas discutidas pelo protocolo de Quioto. A COP7 fora realizada na cidade marroquina de Marraqueche enquanto a COP8 na cidade de Nova Déli, Índia. Mais encontros se seguiram até a Cop15, que será realizada em Copenhaguem e já vem despertando a atenção da opinião pública.

3. Opinião pública sobre as Mudanças Climáticas

Na última década, a sociedade começou a receber dos meios de comunicação noticias relacionadas às questões climáticas. Opiniões e estudos foram realizados e emitidos entorno das conseqüências do aquecimento global. A idéia de divulgação dessas questões é positiva, conscientiza a população sobre a importância de preservar o meio ambiente. Até ai tudo bem, só que infelizmente, uma vez que a sociedade é bombardeada com informações referentes a um tema, por um longo período de tempo, essa informação começa a não criar mais interesse nos receptores.

De acordo com a revista Science, em artigo publicado no dia 13 de novembro de 2009, uma pesquisa realizada pelo “Pew Research Center for the People and the Press”, lembra que a proporção de americanos para quem “há sólida evidência de que a temperatura média da Terra está aumentando no decorrer das últimas décadas” caiu de 71% para 57%. A proporção de quem vê nesse processo um problema muito grave ou “em certa medida grave” também caiu, neste caso de 73% para 65%. Em outra pesquisa, do Instituto Gallup, indicou que a porcentagem de americanos que consideram exagerada a gravidade do aquecimento global cresceu para 41%, um recorde em 12 anos de realização desse levantamento.

Os resultados obtidos pelo “Pew Research Center for the People and the Press” são preocupantes. Sendo realizada no país que mais contribui para o aquecimento global, o descrédito da opinião pública faz aparecer o quanto equivocada está sendo a orientação da sociedade com as questões referentes ao aquecimento global, deixando-a cair em descrédito em beneficio para um sistema capitalista de produção e consumo baseado na esfera econômica.

As pesquisas de opinião pública sobre o tema ambiental, já vem sendo realizadas há mais de 30 anos em países como Estados unidos, Canadá, Inglaterra e França. No Brasil, a sociedade só começou a ser abordada sobre o tema em São Paulo, entre os anos de 1960 e 1970. Essas pesquisas eram feitas abordando o foco da poluição, quando a sociedade urbana finalmente descobriu na prática os efeitos colaterais da industrialização. Ainda no Brasil, pesquisas sobre a contaminação do ar foram realizadas em Cubatão e São Paulo, porém sem se tornar sistemática, essas pesquisas não apresentaram um progresso e resultado satisfatório ao longo dos anos.

No artigo “Uma visão sobre a evolução da consciência ambiental no Brasil nos anos 90” de Samyra Crespo, a autora conta que garimpou vários institutos de pesquisa de opinião privados e alguns poucos existentes nas Universidades, chegando à conclusão que o assunto ainda não havia causado interesse das ciências sociais e nem dos governos democráticos, e menos ainda nas instituições que tem o dever de abordar e agir em prol das questões climáticas, como o IBAMA, por exemplo.

A questão climática era apenas incipiente no Brasil na década de 90. O ambientalismo brasileiro era denominado como “ecologismo”, não tinha um caráter ideológico conhecido, ausente na prática social e pouco pensado como atividade intelectual ou de pesquisa. Foi necessário que a Eco-92 no Rio de Janeiro fosse realizada para que o tema fosse tratado com mais profissionalismo.
Ainda no artigo de Samyra Crespo, a autora comenta sobre pesquisa realizada pelo IBOPE, cujo objetivo fora saber como o brasileiro está informado em relação às questões climáticas. O principal fator determinante de informações sobre o tema foi a escolaridade. Quanto maior o nível de escolaridade do entrevistado, maior a quantidade de informações sobre o tema.

O segundo fator mais importante detectado pela pesquisa e pela análise, é que que os indivíduos que residem em cidades médias e grandes são mais informados e mais interessados. Isso se deve a classe média urbanizada, que sofre com mais intensidade o desequilíbrio do meio ambiente. Outra questão relevante levantada pela pesquisa, fora que os indivíduos mais novos demonstram mais domínio e interesse do que as gerações anteriores.

Por fim, o perfil do ambientalista brasileiro fora descrito como homem e mulher, têm entre 22 e 45 anos, possui alta escolaridade, reside em centros urbanos e o seu principal meio de comunicação com as questões ambientais é a televisão. 90% da população brasileira se informam sobre o meio ambiente através da televisão, o que demonstra a importância de uma abordagem responsável e coerente pelas emissoras de TV.

Em abril de 2005, em pesquisa também realizada pelo IBOPE, a pedido do Instituto Renctas, quando os entrevistados opinaram sobre a forma como o país age em relação ao meio ambiente, obtemos os seguintes resultados: 71% acham que o Brasil é um país que não respeita o meio ambiente, e 29% acham que o Brasil é um país que respeita o meio ambiente. Mais uma vez, os mais jovens, os mais instruídos, os residentes da região sudeste e os de maior poder aquisitivo forma os mais críticos em relação à forma descompromissada com que o governo brasileiro administra o meio ambiente.

Quando perguntados se estariam dispostos a pagar mais caro por um produto, sabendo que parte do valor arrecadado seria destinado a projetos de proteção ao meio ambiente, 63% afirmaram que estariam dispostos a pagar mais caro, 24% não estariam dispostos, 8% afirmaram que a reposta para a questão depende quanto mais caro for o produto e 4% não souberam ou não opinaram.

A pesquisa agora pergunta sobre a opinião sobre os trabalhos desenvolvidos pelas ONGs na defesa do meio ambiente: 39% dos entrevistados consideram o trabalho realizado pouco confiável, 18% nada confiável, 14% não sabem ou não opinaram, 26% dizem confiar no trabalho realizado pelas ONGs e apenas 3% afirmaram confiarem muito. Por fim, podemos tirar algumas conclusões da pesquisa:

.Grande parte dos brasileiros (mais de 70%) acreditam que o Brasil não é um país que respeita o meio ambiente. Nesse caso, o resultado condiz com a realidade. Não é difícil ver sinais fortes de poluição, principalmente nas médias e grandes cidades. O governo federal, juntamente com os governos estaduais e prefeituras, não realizam um trabalho de saneamento, tratamento dos resíduos sólidos e conservação do meio ambiente, que possa ser reconhecido pelos muitos indivíduos que residem em tais cidades. Como resultado, as principais cidades brasileiras estão submersas em esgoto, apresentam poluição nas praias e em praticamente todos os rios que cruzem seu caminho, seja ela o tamanho que for. É lamentável.

.Em cada 4 pessoas entrevistados, 3 acreditam que existe risco de invasão do Brasil por nações mais ricas e poderosas, devido à sua riqueza natural. Isso é uma preocupação presente não só no povo brasileiro mas principalmente no governo federal. O Brasil estuda a compra de caças modernos para garantir a soberania do território nacional e em breve, promete ter uma força aérea mais forte, ainda mais depois da descoberta do petróleo na camada pré-sal.

.Há uma grande aceitação da idéia de se pagar um pouco mais sobre um produto, desde que esse valor a mais seja destinado para algum projeto de proteção ao meio ambiente, mesmo entre os menos favorecidos. Muitos consumidores são adeptos a necessidade de se consumir produtos que respeitem o equilíbrio ambiental, mesmo que tenham que pagar um pouco mais. O fator decisivo para a realização da compra desse tipo de produto será inevitavelmente a condição financeira do consumidor, aliada ao conhecimento dos problemas e soluções para as questões ambientais. Mesmo que os mais desfavorecidos economicamente possuam entendimento de suas ações, como a compra, o lado financeiro irá pesar da decisão de escolha.

.A imagem das ONGs em defesa do meio ambiente não é muito positiva, apenas cerca de 30% dos entrevistados apresentam algum tipo de confiança. Tal resultado não é espantoso, visto que a corrupção atinge todas as esferas da sociedade brasileira, e com as ONGs não foi diferente. Mesmo sendo uma organização não governamental, a população não deposita confiança.

De acordo com as pesquisas analisadas, podemos perceber que a opinião pública referente às questões climáticas, podem apresentar variações de acordo com a idade e com o nível de escolaridade. Se tratando de um mundo globalizado, com interesses meramente econômicos, não causa estranheza o descrédito da opinião pública nos dois países. Tanto no Brasil quanto nos EUA, a população parece estar mais atenta às necessidades econômicas, como geração de emprego, por exemplo. Na Europa, a população é a mais bem preparada do ocidente para atender as novas questões climáticas, mas infelizmente, as grandes corporações européias, como a Shell (que por anos polui o Delta Nigeriano com a exploração petrolífera), por exemplo, continuam a agir de forma predatória, não tendo respeito algum com o meio ambiente. A sociedade deve pressionar não só os governos mas também as corporações.

Por fim, fica um alerta quanto aos anticristos ecológicos, ou seja, aos cientistas bancados por corporações que insistem em formular hipóteses de que o aquecimento global não seja tão grave e não tenha relação com os desastres ambientais que estamos vivenciando.
4. Poluição: Ilha do Lixo e Lagoa Rodrigo de Freitas

Ilha de Lixo: Lixão do Pacífico

Entre o Havaí e o Japão, aculumam-se resíduos sólidos compostos por matéria orgânica em decomposição, dejetos de navios comercias e grande quantidade de plástico, constituindo uma espécie de sopa plástica, um verdadeiro lixão em alto mar. O lixo proveniente de diversos países do mundo acumulam-se nessa região há mais de uma década, sendo seu volume estimado em 100 milhões de toneladas de detritos. Charles Moore fora o descobridor dessa tragédia ambiental e apelidou o local de “Lixão do Pacífico”.

A causa do acúmulo de lixo nessa região é a forma ignorante como empresas e governos gerenciam os resíduos sólidos gerados em seus países. Em uma sociedade que se autodenomina desenvolvida, a prática de descarte do lixo continua sendo a mesma prática burra de sempre: Jogue o lixo para o mar que tá limpo!
Essa prática é contrária a uma visão sistêmica que engloba o planeta e suas atividades como um todo, interagindo um com o outro, o tempo todo. Em um mundo moderno, onde empresas gastam milhões em publicidade vendendo imagem sustentável , o lixão do pacífico em pleno alto mar, revela a verdade sobre o descaso ambiental dessas empresas com o meio ambiente.

O acúmulo de lixo nessa região acontece também devido a atividade das correntes marítimas. Nessa região o mar é calmo, não há muito vento e a pressão é alta, o que mantém o lixão unido, formando então, uma região duas vezes maior que o Estados Unidos só de lixo. A região é conhecida como o giro do pacífico norte, onde as correntes formam um imenso redemoinho feito de água, vida marinha e muito plástico. Toda a vida marinha da região está sendo morta pela poluição.

Essa catástrofe ambiental evidencia um mundo em crise, em que a capacidade de recuperação do meio ambiente está esgotada. Foram necessários menos de 200 anos de poluição para esgotar a capacidade de “digestão e reposição” do planeta, o que prova a péssima escolha do modelo de consumo adotado pelo ocidente.

Poluição na Lagoa Rodrigo de Freitas:

A principal Lagoa urbana do Brasil, cartão postal do Rio de Janeiro, encontra-se ainda muito poluída. No meio da zona sul carioca a Lagoa que já fora conhecida por ter as águas azuis, está contaminada com bactérias que transmitem inúmeras doenças e também metais pesados.
O relatório Lagoa Rodrigo de Freitas elaborado em 2005, por especialistas da UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro , constatou a presença de elementos como chumbo, cobre, zinco, níquel e Hap`s (hidrocarbonetos aromáticos polinucleares).
Todos esses elementos são extremamente nocivos ao meio ambiente, e conseqüentemente, ao homem.

Camada por camada analisam -se quando ocorrera a acumulação do lixo gerado pela sociedade. As camadas recentes desse sedimento, indicam a presença dos metais. Cerca de 60 cm de sedimentos se acumularam no fundo da Lagoa desde 1923.

Uma Lagoa de água salgada, possivelmente originária de um braço do mar que teve o contato com o oceano interrompido, fora apelidada pelos nativos de Piraguá (água parada). Mesmo “parada” a água é naturalmente limpa, era costume até a década se 60 se banhar na linda Lagoa.

Atualmente as águas da Lagoa são utilizadas principalmente para pratica de esportes aquáticos e por grandes clubes como o Clube de Regatas Flamengo, o Jóquei Clube Brasileiro, o Clube do Caiçaras e também uma colônia de pescadores.
Valdemir Ramos, 58 anos, pesca na Lagoa desde meados de 1980 e conta que apesar de não ter conhecido a Lagoa limpa, com o passar do tempo os peixes diminuíram bastante e a lagoa ficou “mais verde”. Pesca na Lagoa com rede tendo contato direto com a água e diz que com o tempo se tornou ”vacinado” contra os males, se acostumou com a sujeira toda.
A colônia de pescadores da Lagoa conta com mais de 30 indivíduos, não há dados de quantos quilos de peixe são pescados por dia, mas segundo pescadores da colônia cada um pega apenas poucos peixes, pequenos, quantidade muitas vezes que não são suficientes para serem comercializadas, diz Alair Severino, alagoano e morador da cidade Rio de Janeiro há 22 anos, que atualmente pesca mais na Baia de Guanabara, devido à escassez de peixes na Lagoa. “Quero ir pro mar mas não tenho dinheiro” completou Alair.

As causas para degradação da Lagoa são claras e de conhecimento do Estado:

Ligações clandestinas de esgoto na rede pluvial, resíduos de tubulações antigas de chumbo e galvanizadas, chumbo proveniente da poluição atmosférica , despejo irregular de postos de gasolina e outros muitos estabelecimentos.

No estudo do departamento de Oceanografia e Hidrologia da UERJ, foram retiradas amostras de sedimentos de cinco pontos diferentes espalhados por toda a Lagoa, quatro desses continham poluentes pesados, e o trecho mais contaminado é o corte do Cantagalo onde estão situados dois postos de gasolina. O despejo ilegal de poluentes dos postos de gasolina são causadores de grande parte da poluição pesada na Lagoa.

O peixe proveniente de águas que apresentam contaminação por metais pesados, como a Lagoa Rodrigo de Freitas, se consumidos, podem trazer inúmeros males a saúde. O chumbo interfere na produção da hemoglobina, causa distúrbios renais, neurológicos e no encéfalo, é cumulativo e provoca saturnismo, segundo o ministério da saúde.Poucos anos atrás, encontravam-se muitos peixes mortos boiando na Lagoa e o níquel pode estar associado à crise da vida marinha, estes elementos podem precipitar a secreção da mucosa produzida pelas brânquias dos peixes, que morrem por asfixia.

Outra causa para morte dos peixes é que as algas na Lagoa, através de processos químicos, produzem mais gás carbônico do que oxigênio, concentrando fósforo e conseqüentemente matando os peixes por asfixia, de acordo com Flávio Coutinho.
Por um ou outro efeito, uma coisa é certa, os peixes da Lagoa estão morrendo por asfixia no cartão postal do Rio de Janeiro.

Dentre as soluções propostas para a despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas, destaca-se a sugerida pela Universidade de Lund da Suécia, que com ampla experiência em despoluição de lagoas, propôs renovar a água através do bombeamento de água entre mar e lagoa. A elevatória do Leblon seria utilizada para transportar a água, uma vez que é utilizada apenas como uma estação reserva do sistema de saneamento em caso de emergência do emissário submarino de Ipanema.
Outros projetos propõem o alargamento e a extensão do canal jardim de Alah até o quebra mar, a retenção da areia da praia do Leblon, possibilitando grande fluxo de água. O canal do Jardim de Alah atualmente é estreito, longo e raso.

José Roberto de Souza Araújo, engenheiro químico, atenta para o fato de o único ponto que não apresentou vestígios de metais ter sido nas áreas próximas ao Clube Piraquê, uma área que sofrera drenagens recentes. “A renovação da água não é o bastante para solucionar o problema da poluição na Lagoa. É preciso que seja retirada parte desses sedimentos, já que eles não se degradam. A dragagem seria a melhor solução”, acrescentou.

No dia 13 de fevereiro de 2009 o ministro Carlos Minc inaugurou a nova elevatória do Leblon que faz parte do programa de Recuperação Ambiental da Lagoa Rodrigo de Freitas e das praias. Em uma auditoria realizada pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia, o Coppe, ficou constatado que todas as oito elevatórias estavam sucateadas e com canos velhos, o esgoto que passava por elas era despejado nas lagoas, canais e praias. Essa auditoria fora concluída em 2001 e só 8 anos depois alguma providência foi tomada por parte das autoridades competentes.

As principais atividades realizadas na Lagoa são a o ciclismo, corrida, futebol, tênis, serviços gastronômicos, passeio, turismo e lazer em geral. Esses freqüentadores apesar de admitirem já estarem acostumados com a Lagoa suja , admitem que já a imaginaram limpa. Carla Motta, estudante de desenho industrial e freqüentadora da Lagoa, diz que que o fato de nunca ter visto a Lagoa limpa não causa conformidade com o estado de poluição atual: “ Já vi fotos e imagens pintadas antigas da Lagoa, e realmente o conjunto da beleza natural era sensacional, o Rio de Janeiro foi feito lindo por natureza, não me conformo vendo a Lagoa assim”, concluiu Carla.

Assim como Carla, outros freqüentadores não felizes com o atual estado de imundice da Lagoa sonham com uma Lagoa limpa ou com pelo menos a iniciação de um projeto verdadeiro. No dia 22 de março, dia mundial das águas, autoridades governamentais deram um abraço simbólico na Lagoa onde no espaço do Ambiente da Secretaria estadual do Ambiente, próximo ao Parque dos Patins, aconteceram exibições de vídeos ecológicos. Ficou faltando à presença do prefeito Eduardo Paes, que se encontrava nos Estados Unidos.Na ocasião a secretária do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Marilene Ramos afirma que temos de mudar o modelo como conduzimos o meio ambiente. “Não podemos tratar o nosso planeta da forma como estamos fazendo”.

Despoluir a Lagoa Rodrigo de Freitas exige uma visão sistêmica que não poderá excluir a despoluição da Baía de Guanabara, das praias e rios e de todo meio ambiente, começando pelo entorno, de acordo com uma migração para um modelo sustentável que necessita mudar toda a organização espacial da cidade.

Parte 2:

1. Energia: Novas soluções para o Brasil e para o Mundo

A queima de combustíveis fósseis, que é o principal fator do agravamento do efeito estufa, já não parece ser mais tão interessante para o futuro da sociedade. Após alguns anos da revolução industrial, enfim surgiu um novo paradigma quanto à relação do homem com o meio ambiente e conseqüentemente com a forma de capacitar energia para suas máquinas.

A migração para um modelo que adote energias renováveis, terá um alto custo financeiro, mas não tão alto como a remediação dos desastres provocados pela queima de combustíveis fósseis. Devido à crise ambiental que assola o planeta, a migração para um modelo mais limpo de energia tornou-se uma necessidade vital.

No artigo “ O caminho até Joanesburgo”, de José Goldemberg, traça os estágios de desenvolvimento do homem primitivo, até o homem tecnológico de hoje e a sua relação com a energia consumida.

O Homem primitivo, que viveu no leste da África, há um milhão de anos atrás, não dominava o fogo, portanto dispunha somente da energia que consumia. Já o homem caçador, que viveu na Europa a aproximadamente há cem mil anos atrás, dispunha de mais alimentos e também queimava madeira para obter calor e cozinhar suas refeições, além de propiciar calor em dias frios.
Há cinco mil anos antes de cristo , na Mesopotâmia, o homem passou a utilizar energia de animais na tração. Na idade média, no nordeste da Europa, o homem usava carvão para aquecimento, a força da água, do vento e o transporte animal.Na Inglaterra, em 1875, o homem industrial dispunha de máquinas a vapor.

Toda a trajetória de consumo de energia da humanidade descrita pelo autor demonstra a relevância de entendermos o passado para melhor compreender-mos o presente.
Se até o fim da idade média quase toda a energia utilizada provinha do uso da madeira (sob a forma de lenha), o que levou a destruição das florestas que encobriam toda a Europa, atualmente queimamos combustíveis fósseis que poluem em excesso a atmosfera.

A humanidade não mudou a maneira despreocupada com que trata o meio ambiente, apenas conseguiu meios para satisfazer a sua crescente demanda por energia, não levando em conta os prejuízos que isso pode acarretar, quando finalmente, podemos sentir as conseqüências de um desenvolvimento insustentável.

Com o intuito de reverter a péssima realização entre energia e humanidade, a sociedade tecnológica apresenta novas soluções energéticas, que sendo muito menos poluentes do que as fontes usadas no passado, podem representar um novo rumo para o equilíbrio das atividades humanas com o meio ambiente.

Exemplos de soluções energéticas :

Energia de Biomassa:

A energia de biomassa é obtida a partir de fontes variadas de matéria orgânica não-fóssil, que inclui as plantas (aquáticas e terrestres), os resíduos florestais e da agropecuária, os óleos vegetais, os resíduos urbanos e alguns resíduos industriais.
No Brasil, temos o Proálcool (Programa Nacional do Álcool), que produz álcool a partir da cana-de-açúcar. É o maior programa para utilização de energia de biomassa do mundo e conta com amplo apoio do governo federal.
O uso de álcool, ao invés de gasolina, é menos agressivo ao meio ambiente e economicamente mais barato. O Japão, segundo maior consumidor de petróleo do mundo, um país extremamente dependente de recursos naturais e energia que vem de fora, sofrerá com a tendência de elevação no preço do barril de petróleo. Pensando nisso, o governo japonês já se prepara par diminuir o consumo de gasolina, e conseqüentemente a dependência pela mesma.

Metano:

O metano é um gás proveniente da decomposição da matéria orgânica. Podendo ser coletado em aterros sanitários, o metano pode ser uma fonte alternativa de energia bem eficaz. O aterro Bandeirantes, em São Paulo tem capacidade de gerar energia durante dez anos para uma população de 400 mil habitantes.

Gás natural:

O gás é a fonte de energia que mais vem crescendo no Brasil. É o menos poluente entre os combustíveis fósseis. Tornou-se a primeira alternativa na lenta migração para um modelo mais coerente com o meio ambiente.

Energia Solar:

Sem dúvida é a energia do futuro. Estima-se que 2 milhões de brasileiros aquecem a água do banho através da energia solar. Apesar de atualmente os custos para instalação do equipamento não estarem com preços acessíveis, tendem a diminuir. O Brasil tem grande potencial de geração de energia solar. Um cinturão que atravessa o nordeste até o Mato grosso do Sul, produz uma radiação muito boa, durante o ano todo. Daí, pode se extrair muita energia.
A energia solar não causa impactos ambientais e dentro de uma escala de tempo do home, pode ser considerada como infinita. O aproveitamento da luz solar sob forma de calor é uma prática antiga da humanidade, usada para secagem de alimento, por exemplo. Coletores térmicos podem captar a energia solar e a transformam em calor para aquecimento de água. A energia solar também pode ser convertida em energia elétrica, mas para isso se torna necessário tecnologia que ainda não se encontra disponível com facilidade em grande parte do mundo. Grande parte das residências que fazem uso da energia solar no Brasil a utilizam para esquentar água.

Eólica:

A energia eólica é a energia cinética do ar em movimento obtida a partir dos ventos. Embora utilizada há muito tempo pelo homem, como em navegações e moinhos, sua aplicação para geração de eletricidade em escala comercial data de pouco mais de 30 anos. Limpa e renovável, possuem restrições em função da variação na disponibilidade do vento ao longo do ano, seja sazonal, diária e horária.É uma das formas de energia que mais crescem no mundo.

No estado do Pará, vinte aerogeradores foram instalados na Prainha, no município de Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza. Outros pontos com potencial eólico no Brasil : Litoral nordestino, o norte de Minas gerais, o oeste de Pernambuco, o estado de Roraima e o sul do país. No Brasil há registros de velocidades de vento propícias ao aproveitamento da energia eólica em larga escala em grande parte do litoral, além de regiões montanhosas no interior do país.

2. Energia e Desenvolvimento

Energia é sinônimo de desenvolvimento, sem um, o outro não existe. Essa é a trajetória da humanidade que cada vez mais mais se tornou dependente de maiores quantidades de energia para satisfazer seus desejos.Atualmente, os governantes buscam atender publicamente as questões ambientais devido à emergência de um grupo cada vez maior de pessoas que participam com maior domínio nas questões climáticas.

Se por um lado começa a existir uma pressão por energias limpas (pressão que é mais proveniente das péssimas previsões científicas para o clima no futuro, do que da própria população), por outro a demanda por crescimento econômico dos países em desenvolvimento, tal como a estabilidade dos países ricos, depende de um progresso em grande escala energética, que muitas vezes tem de ser feito à moda antiga.

Pré-Sal: Desenvolvimento Econômico X Sustentabilidade:

O debate sobre o pré-sal surge em um momento onde soluções para amenizar a crise ambiental estão sendo demandadas. Sustentabilidade já é moda em muitas das principais cidades do mundo, apesar de sua prática se reduzir a um número relativamente pequeno de pessoas.

Para a exploração do petróleo, o Brasil adota o modelo de concessão, que garante o óleo a empresa exploradora. Estados Unidos, Grã Bretanha, Canadá e Noruega adotam esse modelo. O governo Lula tenta mudar esse sistema para o modelo de partilha, que garante ao governo a propriedade de parte do óleo. Esse sistema está presente em países como: Irã, Arábia Saudita, México, China, Venezuela e Iraque.
A proposta apresentada pelo governo brasileiro consiste em arrecadar a renda do petróleo para o fundo social, que tem por objetivo investir em redução da pobreza, melhoria do sistema educacional e inovação científica e tecnológica.

“Pré -Sal e Poluição: Não dá pra falar de um sem falar do outro” , essa foi a faixa exibida por integrantes do Greenpeace durante a cerimônia de anúncio do novo marco regulatório do pré-sal, no dia 31/08/2009, em Brasília. Após serem exibidas, as faixas foram entregues ao presidente Lula, que ficou constrangido.
Apesar do protesto, a grande discussão sobre o Pré-Sal vem sendo a maneira como os “lucros” serão divididos entre os estados do Brasil. Tratam- se de 9 a 14 bilhões de barris de petróleo. Os governadores do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo querem receber mais do que os outros estados brasileiros, enquanto o governo federal tenta investir igualitariamente o lucro do Pré -Sal entre os estados.

Toda a atenção está concentrada no âmbito econômico, enquanto as questões ambientais como o aquecimento global, irão ter que esperar um pouco mais. Do ponto de vista econômico, regente da sociedade, a descoberta de tanto dinheiro é um convite certo para exploração e comércio, o que conseqüentemente agravará o efeito estufa.

A descoberta de tamanha quantidade de petróleo no pré-sal irá atrasar a busca pelo uso de novas fontes energéticas, impossibilitando o Brasil de participar ativamente na redução de gases causadores do aquecimento global, que em sua grande maioria são gerados pela queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e seus derivados.
Dificilmente algum governo abriria mão de tanta riqueza, mesmo que tenha que continuar a poluir o planeta.

Esse tipo de situação é o maior exemplo de como anda o desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo, que apesar de ser um tema que nenhum político deixa de incluir em seu discurso, está colocado em segundo plano diante de oportunidades econômicas.
A exploração do petróleo na camada Pré-sal e o conseqüente lucro gerado pelo seu comércio, tal como a negação a um modelo sustentável, revela a contradição no “desenvolvimento sustentável”, onde o crescimento econômico impede que um país em desenvolvimento renegue o lucro em prol do meio ambiente. Desenvolvimento Sustentável será possível?

Tudo é energia!

Por fazermos uso de energias provenientes de usinas nucleares, hidroelétricas, termoelétricas e através da queima de combustíveis fósseis; tipos de energia alternativa são pouco conhecidos e pouco utilizados quando comparados com as fontes energéticas atuais. Energia solar, eólica e de biomassa, por exemplo, aparecem apenas de forma incipiente perante o modelo energético atual. Todas essas fontes energéticas são provenientes diretamente do meio ambiente, seja o combustível fóssil ou a energia solar.

Quando pensamos dentro de um modelo sistêmico, seria interessante reaproveitar todo o lixo que nós geramos e transformá-los em energia. Podemos fazer isso de varias formas, algumas parecem ser imagináveis mas já são realidade.

Na Inglaterra, uma usina irá gerar sua própria energia através de fraldas sujas. Esse projeto conjunto entre duas empresas inglesas (Versus Energy e Knowaste), irá sustentar a demanda energética de toda uma usina de reciclagem. A parte orgânica corresponde apenas a 2% das fralda descartável. Os outros 98% serão esterilizados e separados em papel e plástico reusável. O destino do uso desses materiais deverá ser: telhas, solas de sapato, papel de parede, madeira plástica e espessantes industriais.

3. Carros movidos a Energia Alternativa:

Nos Estados Unidos, existem aproximadamente 250 milhões de carros, enquanto no Brasil, são mais de 20 milhões.

A poluição gerada por veículos é algo basicamente cultural, visto que o século passado, foi sem dúvida o século dos veículos automotores e da conseqüente queima de combustíveis fósseis. O sonho de se ter um grande carro possante para levá-lo em velocidade para aonde tiver de ir, podendo até transportar grandes massas, como caminhões.

O sonho consumista do automóvel teve origem com Henry Ford, no século 20, que tinha o ideal de cada americano possuir um carro. A partir da produção e venda acelerada de automotores, as nossas cidades foram se configurando para melhor se ajustarem aos veículos.
Todo o encanto do automóvel , construído no passado e ainda nos dias de hoje, vai de contra mão a sustentabilidade do planeta, caso não sejam achadas novas soluções para geração do veículo.

Será que a crescente demanda por veículos mais ecologicamente corretos irá influenciar a indústria automobilística?

Já é possível, com a tecnologia disponível atualmente, construir carros capacitados a se locomover utilizando as mais diversas fontes de energias limpas, como a energia solar e até mesmo a queima de metano produzido por lixo é capaz de fazer veículos rodarem, sem falar em carros elétricos.

Em 2008, engenheiros da Califórnia, fizeram uso de uma tecnologia que já era usada na segunda guerra mundial e construíram um carro movido a lixo. Um forno colocado na mala do carro queima o lixo e extrai dele o máximo possível de vapor. O gás percorre os tubos e quando chega ao carburador tem o mesmo efeito da gasolina ou de qualquer outro combustível. Apesar de ser um projeto experimental, fica provado que é possível extrair energia de “problemas”, como o lixo.

Enquanto isso, no Japão, a empresa japonesa Genepax apresentou um protótipo de um carro movido a água. A água é colocada no tanque e um gerador transforma o hidrogênio que retira da água em energia. Segundo a empresa, com um litro de água, o veículo consegue andar a 80 km/h por uma hora. A Genepax agora espera firmar um acordo com alguma montadora japonesa para começar a fabricar o carro.

Com o agravamento do efeito estufa e a conseqüente pressão pelas diminuições de emissão de gases poluentes, é certo que o meio de transporte coletivo e principalmente individual, terá de ser reestruturado quanto a sua fonte energética, tal como outros meios mais sustentáveis, como a bicicleta, tendem a ganhar mais espaço.

4. Bicicleta: Reconstruindo as cidades

Andar de bicicleta não se restringe apenas a momentos de lazer, como infelizmente virou cultura nas últimas décadas no ocidente. Cada vez mais as cidades estão expandindo seu mapa cicloviário.

As principais capitais européias estão mesmo que lentamente, passando por modificações estruturais para favorecer a bicicleta e desfavorecer o uso de automóvel. Ruas de pouca circulação estão sendo transformadas em parques, tanto em Copenhaguem quanto em Amsterdã. Os habitantes que testemunham esse evento agradecem a melhora da qualidade de vida local.

História da bicicleta:

Segundo o senso comum entre a grande parte dos arqueólogos e historiadores, a bicicleta teve seu início por volta dos anos 1.300 antes de cristo. Vestígios de rodas primitivas unidas por uma barra, foram encontrados em escavações no Egito e na China. Os eruditos consideram que essa invenção fora uma revolução tecnológica para época, sendo utilizada nas esferas militar, de transporte e na agricultura.

Para alguns autores, a bicicleta fora invenção de Leonardo da Vinci. De fato, o mestre renascentista influenciou um de seus alunos, Giacomo Caprotti, a projetar, em 1943, uma estranha máquina que viria a ser “inventada” séculos a frente. Um veículo de duas rodas, com uma barra de direção e pedais ligados a uma corrente que impulsionava a roda traseira. Um conceito muito avançado, mas que, como muitas outras idéias do cientista, aguardou os avanços tecnológicos para sair do papel. A criação da bicicleta é antiga, tal como suas idealizações foram múltiplas em um grande espaço de tempo.

O primeiro projeto de bicicleta só tomou as estradas em 1790, quando o francês Méde de Sivrac saiu às ruas com um veículo estranhíssimo que chamou de Celerífer (celer=rápido), (fero=transporte) , feito de madeira, sem pedais e com o movimento dos pés diretamente tocando o solo, no mais autêntico estilo “Flinstones”. Só alcançava maior velocidade ladeira abaixo. O Celerífer não tinha freios nem guidão móvel para fazer curvas.

Nos anos seguintes a bicicleta continuou se desenvolvendo. Em 1817, o alemão Carl Friedrich Ludwig. O Barão de Drais, construiu um modelo de bicicleta conhecido como Draisiana. Os alemães consideram que esse fora um marco zero para a bicicleta. Trata-se de um modelo mais avançado do que o feito anteriormente pelo Méde de Sivrac, pois tinha um guidão móvel que permitia controlar a roda dianteira. Logo o novo modelo se tornou popular na Europa, e em 1819 foram realizadas as primeiras competições de ciclismo.

Os próximos passos foram a invenção do velocípede, em 1839. Trata-se da adição de manivelas e pedais à roda dianteira, que permitia ao ciclista impulsionar com mais facilidade a dar potência à roda. Em seguida surgiu um modelo engraçado, The Ariel Bacycle. Enfim, por volta do ano de 1880, na Inglaterra, Janes Starley, criou um modelo inovador ao qual batizou de “Rover”. É um modelo muito semelhante às bicicletas atuais, pois utiliza os pedais no centro e uma corrente para transmitir movimento a roda traseira.

Após um período marcado pelo automóvel, a bicicleta caminha para se tornar o meio de transporte mais saudável e condizente com o bem estar do meio ambiente.
Bicicleta e Sustentabilidade : Pedalando no Rio de Janeiro e no mundo

A cidade do Rio de Janeiro têm mais de 140Km de pistas exclusivas para bicicleta, é a segunda maior malha cicloviária da América Latina, ficando atrás apenas de Bogotá, com 300 km, onde foram investidos cerca de 186 milhões de dólares em ciclovias bem sinalizadas, se tornando a capital latino americana da bicicleta. Na China é o principal meio de transporte, incluindo em Pequim. Na Europa, a bicicleta vai a cada dia se tornando a solução preferida para o transporte urbano.

A confirmação da bicicleta, como meio de transporte, está sem dúvida se consolidando na cidade. Cerca de 4% das viagens de curta e média distância são feitas de bicicleta. Alfredo Sirkis , enquanto secretário Municipal de urbanismo, fez uma inspiradora viagem a Amsterdã, em 1993, que deu uma base técnica e teórica, para a implementação de ciclovias na cidade do Rio de Janeiro. Quando o projeto começou a ser posto em prática, houve resistência de parte da população, que reclamava que a ciclovia tomava vaga de veículos. Com o passar do tempo e a grande adesão do carioca a bicicleta, as pequenas queixas se transformaram em grandes elogios.

Atualmente, as ciclovias cariocas são muito boas na orla da zona sul, na Lagoa, na Barra da Tijuca e Recreio. Quando as ciclovias saem da orla e adentram a cidade, as condições pioram. Além disso, é preciso conviver com os pedestres que não respeitam a ciclovia e insistem em andar sobre elas, muitas vezes até param para bater um papo ou esperar o ônibus. A falta de organização das ruas e do espaço público urbano da cidade do Rio de Janeiro, interfere e dificulta o respeito do pedestre à ciclovia.

O ciclista tem o direito de circular na pista da direita como qualquer veículo, devendo sempre estar na mão de direção e sinalizar com a mão desvios de rota, quando necessários. Começa a surgir uma ligação com as estações de metrô. Além disso, já é possível alugar bicicletas públicas em alguns locais da capital carioca, sistema ainda bastante limitado mas já bem desenvolvidos em países europeus. Já existe no Rio de Janeiro, o Bike Express, que é uma alternativa aos moto boys. Em vez de moto, é usado bicicleta. Os ciclistas contratados são atletas, e o serviço não deixa a desejar.

Automóveis e motos, através da queima de combustível fóssil, a gasolina, diesel ou álcool, se colocam como um dos principais responsáveis pelo aquecimento global. A bicicleta surge como uma alternativa ao carro, tratando-se de curta e médias distâncias. Na medida em que desafoga o transito, diminui drasticamente a emissão de poluentes a atmosfera, mantém a população mais saudável e propicia melhor qualidade de vida para os habitantes das cidades.
Bicicleta como meio de transporte: Problemas e soluções.

Alguns motivos para não adesão da bicicleta como meio de transporte:

A falta de segurança da bicicleta com o transito , segurança pessoal, falta de bicicletários, distância e tempo, problemas físicos e de saúde, topografia desfavorável e falta de vestiários.

A segurança do ciclista no transito, principalmente nas capitais e cidades de maior porte, realmente é um fator preocupante. Alguns motoristas não costumam ter respeito com o ciclista, motoristas de ônibus insistem em tirar raspão, e os de taxi então… Cabe ao motorista e ao ciclista, terem respeito mútuo, e ambos respeitarem as regras do transito. O ciclista não deve trafegar na contra – mão. Isso é perigoso e tira o respeito do ciclista junto aos motoristas.
Segurança pessoal pode variar de acordo com quem é o ciclista, onde e quando está. Apesar de convivermos lado a lado com a violência, ainda existem lugares e momentos seguros para andar de bicicleta.

A falta de bicicletários é um problema grave, ainda. Cabe aos prédios residenciais e comercias terem um bicicletário de fácil uso. Nas áreas publicas, as prefeituras e governos devem dispor de bicicletários para a população. Muitos lugares, principalmente os mais movimentados e conhecidos, tem bicicletários, mas que incrivelmente são mal projetados, o que faz as pessoas prenderem as bicicletas em postes ou árvores.

Distância e tempo, é relativo. É claro que não é possível percorrer longos caminhos de bicicleta, mas curtas e médias distâncias podem ser percorridas. Em muitos casos, como o transito anda caótico, é mais rápido ir de bicicleta do que de ônibus ou carro.

A topografia desfavorável também é um empecilho a mais na hora de alguém optar pela bicicleta, principalmente que mora em região muito acidentada, com muita ladeira. Realmente é complicado, mas com uma melhora nos bicicletários privados e públicos, será possível deixar a bicicleta em algum ponto próximo.

Por último, a falta de vestiários. Os prédios residenciais e comercias devem disponibilizar para o morador, empregado e visitante, seja na portaria de um prédio ou em uma grande empresa, um vestiário com boas condições para que seja possível tomar banho e vestir-se para o trabalho ou outro afazer. Não há vergonha nenhuma em tomar um banho antes de exercer alguma atividade, especialmente em países quentes, como o caso do Brasil.

Parte 3

1.Previsões para amanhã!

Muitas vezes procuramos saber se irá chover no dia seguinte e tomamos conhecimento da previsão do tempo pela televisão ou pela internet. No dia seguinte acordamos e… não era nada daquilo, a previsão estava errada!
Se esse tipo de erro ocorre em frações de horas, imagine as projeções para 20, 30 ou 50 anos à frente, quais serão as reais chances de estarem corretas?
A todo o tempo institutos de pesquisa renomados, apresentam dados conflitantes em relação ao mesmo tema que buscam abordar.

No dia 2 de Novembro de 2009, a WWF (World Wildlife Fund) apresentou um relatório afirmando que o nível dos mares pode subir até mais de um metro com o impacto do degelo do ártico sobre o clima global. Essa previsão é aproximadamente duas vezes maior do que a projeção realizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) e outros órgãos que tentam prever as conseqüências do aquecimento global.

Em relatório divulgado pela ONU em abril de 2007, dentre a desertificação da Amazônia ocidental e ondas de calor severas em várias partes do mundo, aparece também à triste previsão de que 30% da vida animal e vegetal vão deixar de existir até 2050.
O relatório assusta mas não pode ser acusado de exagerar as previsões. Pelo contrário: como todos os pontos precisam ser aprovados por todos os representantes dos governos, o relatório acaba sendo mais conservador do que os cientistas gostariam de ver e muitos pontos importantes ficam de fora. Sendo assim, um relatório de uma determinada previsão do clima a longo prazo não possui credibilidade, pois os dados ali contidos têm de ser “colocados” em um patamar aceito para as discussões políticas internacionais.A melhor forma de prevermos o futuro do clima não é criando especulações através de super computadores e seus modelos matemáticos. Esses sim, servem apenas para nos indicar o futuro mais provável. Há uma forma mais simples de termos uma visão realista e não numérica. Basta olhar em volta.
Vou usar o Brasil, país em que vivo, como exemplo. O Brasil sempre foi descrito por ser um país que não sofre com fenômenos como furacão, tornado, terremoto, ciclone e tufão.Nos últimos anos tem ocorrido com certa constância tornados no estado de Santa Catarina, que também vem sofrendo com enchentes constantes. Nos últimos 10 anos, pelo menos 21 tornados de menor ou maior intensidade passaram pelo estado.

No estado de São Paulo, agricultores de café vêm reclamando que as folhas de suas plant ações estão apresentando queimaduras de sol. O estado também sofre com períodos de seca e períodos de chuva intensa.
No ano de 2008, ficou sem chover em São Paulo do dia 21/06/08 até o dia 24/07/08. O período de estiagem provocou problemas para a saúde da população local. A umidade relativa do ar ficou abaixo dos 30% (entre 20% e 30%), a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou como estado de atenção. A população sofreu os efeitos da seca e tiveram problemas físicos como: dificuldade de respiração, pele seca e coceira nos olhos. A poluição se tornou bem visível no céu paulistano. Segundo os meteorologistas, este é o mês de julho mais seco dos últimos 14 anos.
Já no ano de 2009, São Paulo sofreu com as fortes chuvas. No dia 08/09/09, a cidade de São Paulo registrou o recorde de volume de chuva em setembro em apenas 24 horas desde que o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) começou a medir a precipitação, em 1943.

No Rio de Janeiro, já faz alguns anos que só existem duas estações do ano. Verão e Inverno. As famosas “águas de Março” já não caem mais nesse mês, que se tornou seco.
As praias sofrem com o despejo de esgoto que em grande parte não recebe tratamento adequado.

Na região nordeste, que apresentam áreas de clima naturalmente hostil, como o sertão nordestisno, por exemplo, a desertificação já é quase certa, visto que as ondas de calor nessa região serão propicias para formação desse novo habitat.

Quando trabalhamos com dados do passado não trabalhamos com especulações, e sim com dados que servem para comparação. Os dados do passado, desde que sejam verídicos, são uma fonte confiável para o estudo do clima.

2. Desenvolvimento (In) Sustentável?

“Desenvolvimento sustentável”, fórmula mágica com o qual o sistema mundial de convivência e de produção pretende resolver os problemas que ele mesmo criou, por mais oficial que seja, representa uma contradição, um equivoco e uma ilusão. É uma contradição, pois, os dois termos se rejeitam mutuamente. Leornardo Boff

Desenvolvimento sustentável. Para alguns, mais fantasiosos, pode soar como esperança. Para aqueles que conhecem bem a história da sociedade tal como a conhecemos, pode soar como uma tentativa de migração para um modelo menos desequilibrado. Já para as corporações, desenvolvimento sustentável se restringe a marketing.
Quando alguma empresa realmente executa um trabalho ecologicamente correto, o alarde feito é tão grande, que ecoa por todos os cantos do mundo. O que caracteriza uma empresa ecologicamente correta não é só um trabalho realizado aqui e outro ali, pelo contrário, se trata de produzir e vender respeitando a capacidade de reposição do meio ambiente em todos os momentos e circunstâncias.

O modelo social em qual vivemos é regido unicamente pelo modelo econômico. Sem dinheiro não há dignidade em uma sociedade. O modelo capitalista anseia por maiores lucros de forma continua e interrupta. Se uma nação produz mais do que produzia em um outro momento, tal nação não será saciada por tal conquista, pelo contrário, irá querer produzir cada vez mais, sem limites. Não existe limite para riqueza.

O que pensar das relações internacionais?

São puramente econômicas. Nenhuma nação se solidariza a outra caso não haja interesses em questão. Esses interesses, sempre com finalidade econômica, podem ser sociais, culturais (indústria cultural), estratégicos (como o Estado de Israel está para os EUA e como o governo colombiano autoriza o uso de bases militares na Colômbia também por parte dos EUA) ou até como colônias de exploração e despejo de resíduos (como a África está para o mundo). Ajudas e caridades provenientes da ONU ou de países desenvolvidos a nações em que a população passa por necessidades vitais são mera publicidade, pois são como dar restos aos pobres, comparando a riqueza que os países doadores possuem e a riqueza dos países que necessitam de ajuda externa.
Além de ser mera publicidade, a ajuda aos países pobres é mais do que uma obrigação dos países desenvolvidos, visto que esses se desenvolveram as custas dos atuais flagelados. A ajuda há de ser tão grandiosa como um pedido sincero de desculpa.

Quando pensamos nos acordos ambientais que foram traçados desde Estocolmo, não vemos sucesso nos números e muito menos na prática. O Protocolo de Quioto fora um fracasso. Nem de perto foi cumprido o estabelecido, como dito em capitulo anterior desse presente trabalho.

A emissão dos gases causadores do efeito estufa só vem crescendo, até hoje não houve um decréscimo. Impulsionada pelas economias emergentes, principalmente por Brasil, China, Índia, África do Sul e México e também pelas grandes potências mundiais, a produção só cresce e os meios para esse fim são os mesmos. A atenção está sempre na capacidade produtiva e não na qualidade ecológica do produto.

28/09/2009

O Lado Negro da Agricultura

A agricultura é um processo milenar de trabalho e cuidado que a terra exige para produzir. Sua origem ainda não é muito bem definida pelos eruditos, mas através de relatos arqueológicos e de estudos de muitas autoridades referentes no assunto, R.J. Braidwood e B.Howe, com a obra “Prehistoric Investigations in Iraqi Kurdistan” não deixaram dúvidas de que a agricultura se espalhou mundo afora a partir do arco de montanhas e planaltos do Oriente Médio. Trata-se da região onde os rios Tigre e Eufrates tem origem, na antiga Mesopotâmia-nordeste.

Com o passar do tempo, o sucesso agricola tem estado aliado ao sucesso de determinadas populações, mas o uso errado de substâncias que promovem a fertilização e aumentam a produtividade, há tempos vem causando grandes males ao homem. O estrume, por exemplo, causou muitas doenças quando acumulado e manejado perto de nascentes.

Atualmente, a agricultura não é mais sinônimo de sucesso, e a maior preocupação da população quanto a qualidade do alimento, não gira mais em torno da contaminação por estrume. No artigo “ A agricultura no mundo moderno: Diagnósticos e perspectivas” , José Eli da Veiga, chama a atenção para os perigos dos produtos agrícolas:
“ Sem freios institucionais, os praguicidas e os fertilizantes químicos continuaram a ser utilizados até o limiar de sua rentabilidade, que costuma ser muito além do limiar de nocividade. Sem interdição, quaisquer produtos perigosos, mas lucrativos, não cessarão de ser empregados. Mesmo quando são proibidos, como é o caso do DDT, por exemplo. Pior: lugares dos mais insubstituíveis serão explorados e espécies das mais raras serão extintas. Além da erosão dos solos e da contaminação de águas e alimentos por resíduos de agrotóxicos…”

Para completar a desgraça agricola, temos a chegada já não tão antiga dos “transgênicos”. Transgênicos, ou organismos geneticamente modificados (OGM), são seres vivos criados em laboratório, que incorporando genes de outras espécies, criam cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza. A expressão “transgênico” fora utilizada pela primeira vez, por Gordon e Ruddle, em 1982, quando camundongos gigantes foram fabricados nos EUA. No ano seguinte, foi a vez do surgimento da primeira planta transgênica.
Planta com bactéria, animal com inseto, bactéria com vírus, são alguns dos exemplos de cruzamentos possíveis. Através de uma técnica que permite cortar genes de uma determinada espécie e colá-los em outra, os cientistas criam organismos totalmente novos com características específicas, escolhidas por eles.

Os transgênicos, ao contrário do que se pensa, não dispensam o uso de agrotóxicos, pelo contrário, se torna dependente. No começo, a plantação demanda menos agrotóxico para atingir o nível satisfatório do agricultor moderno, depois de uns 3 anos, a demanda pelo agrotóxico cresce. Isso ocorre através das super pragas. Tanto o organismo vegetal quanto o organismo animal, criam resistência, fazendo com que o uso de uma substância mais forte, se torne necessária para combater o male.

Para saúde humana, apesar de não haver nenhum estudo científico que comprove, o transgênico é prejudicial, só não se sabe o quanto, ainda. O uso de transgênico aumenta drasticamente a quantidade de agrotóxico no vegetal, o que significa que os alimentos “naturais” como o arroz, por exemplo, ficam cada vez mais impuros.

Até hoje, não há nenhuma evidência concreta de que os transgênicos aumentem a produtividade. Empesas como a Monsanto, faturam milhões com a venda de agrotóxico aplicado na soja transgênica, além da venda de sementes, que é exclusiva ao “fabricante”, claro. Outro laboratório, a Bayer, quer usar o Brasil como campo de teste para o seu novo produto: O arroz transgênico Liberty Link 62 , que não é plantado nem comercializado em nenhum lugar do mundo. Organizações civis de todo o país, já pediram ao governo brasileiro, a suspensão do plantio de transgênicos, visto que não existe um controle efetivo quanto a produção e segurança de grãos mutantes.

Na agricultura brasileira, no ano de 2008, a produção de cereais, leguminosas e oleoginosas ultrapassou 140 milhões de toneladas, de acordo com o IBGE. Essa marca superou o ano anterior , 2007, onde foram produzidas 133,1 toneladas, registrando um aumento de 9 % em um ano. A cada ano, haverá mais necessidade de crescimento no setor agrícola, devido a demanda crescente impulsionada pelo mercado e pelo crescimento populacional.

02/09/2009

Pré-Sal: Desenvolvimento Econômico X Sustentabilidade

O debate sobre o pré sal surge em um momento onde soluções para amenizar a crise ambiental estão sendo demandadas. Sustentabilidade já é moda em muitas das principais cidades do mundo, apesar de sua prática se reduzir a um número relativamente pequeno de pessoas.

Para a exploração do petróleo, o Brasil adota o modelo de concessão, que garente o óleo a empresa exploradora. Estados Unidos, Grã Bretanha, Canadá e Noruega adotam esse modelo. O governo Lula tenta mudar esse sistema para o modelo de partilha, que garente ao governo a propriedade de parte do óleo. Esse sistema está presente em países como: Irã, Arábia Saudita, México, China, Venezuela e Iraque. No Brasil, a proposta apresentada pelo governo consiste em arrecadar a renda do petróleo para o fundo social, que tem por objetivo investir em redução da pobreza, melhoria do sistema educacional e inovação científica e tecnológica.

“Pré -Sal e Poluição: Não dá pra falar de um sem falar do outro” , essa foi a faixa exibida por integrantes do Greenpeace durante a cerimônia de anúncio do novo marco regulatório do pré-sal, no dia 31/08/2009, em Brasília. Após serem exibidas, as faixas foram entregues ao presidente Lula, que ficou constrangido.

Apesar do protesto, a grande discurssão sobre o Pré-Sal vem sendo a maneira como os “lucros” serão dividos entre os estados do Brasil. Tratam- se de 9 a 14 bilhões de barris de petróleo. Os governadores do Rio de Janeiro, São Paulo e Espirito Santo querem receber mais do que os outros estados brasileiros, enquanto o governo federal tenta investir igualitariamente o lucro do Pré -Sal entre os estados.

Toda a atenção está concentrada no âmbito econômico, enquanto as questões ambientais como o aquecimento global, irão ter que esperar um pouco mais. Do ponto de vista econômico, regente da sociedade, a descoberta de tanto dinheiro é um convite certo para exploração e comércio, o que consequentemente agravará o efeito estufa. A descoberta de tamanha quantidade de petróleo no pré-sal irá atrasar a busca pelo uso de novas fontes energéticas, impossibilitando o Brasil de participar ativamente na redução de gases causadores do aquecimento global, que em sua grande maioria são gerados pela queima de combustiveis fósseis, como o petróleo e seus derivados. Dificilmente algum governo abriria mão de tanta riqueza, mesmo que tenha que continuar a poluir o planeta.

Esse tipo de situação é o maior exemplo de como anda o desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo, que apesar de ser um tema que nenhum político deixa de incluir em seu discursso, está colocado em segundo plano diante de oportunidades econômicas.

A exploração do petróleo na camada pré sal e o consequente lucro gerado pelo seu comércio, tal como a negação a um modelo sustentável, revela a contradição no “desenvolvimento sustentável”, onde o crescimento econômico impede que um país em desenvolvimento renegue o lucro em prol do meio ambiente. Desenvolvimento sustentável será possível?

Rodrigo Macanhan
bigjungle.wordpress

30/08/2009

Ilha de Lixo: Lixão do Pacífico

Entre o Havaí e o Japão, aculumam-se residuos sólidos compostos por matéria orgânica em decomposição, dejetos de navios comercias e grande quantidade de plástico, constituindo uma espécie de sopa plástica, um verdadeiro lixão em alto mar. O lixo proveniente de diversos países do mundo acumulam-se nessão região há mais de uma década, sendo seu volume estimado em 100 milhões de toneladas de detritos. Charles Moore fora o descobridor dessa tragédia ambiental e apelidou o local de “Lixão do Pacífico”.

A causa do acúmulo de lixo nessa região é a forma ignorante como empresas e governos gerenciam os resíduos sólidos gerados em seus países. Em uma sociedade que se auto – denomina desenvolvida, a prática de descarte do lixo continua sendo a mesma prática burra de sempre: Jogue o lixo para o alto mar que tá limpo! Essa prática é contrária a uma visão sistêmica que engloba o planeta e suas atividades como um todo, interagindo um com o outro, o tempo todo. Em um mundo moderno, onde empresas gastam milhões em publicidade vendendo imagem sustentável , o lixão do pacífico em pleno alto mar, revela a verdade sobre o descaso ambiental dessas empresas com o meio ambiente.

O acúmulo de lixo nessa região acontece também devido a atividade das correntes marítimas. Nessa região o mar é calmo, não há muito vento e a pressão é alta, o que mantém o lixão unido, formando então, uma região duas vezes maior que o Estados Unidos, só de lixo. A região é conhecida com giro do pacífico norte, onde as correntes formam um imenso redemoinho feito de água, vida marinha e muito plástico. Toda a vida marinha da região está sendo morta pela poluição.

Essa catástrofe ambiental evidencia um mundo em crise, em que a capacidade de recuperação do meio ambiente está esgotada. Foram necessários menos de 200 anos de poluição para esgotar a capacidade de “digestão e reposição” do planeta, o que prova a péssima escolha do modelo de consumo adotado pelo ocidente.

Veja esse link do youtube sobre a Ilha de Lixo, o Lixão do Pacífico:

27/08/2009

Questão da Sustentabilidade e a Publicidade sem Ética

A grande farra consumista desencadeada a partir da Revolução Industrial, potencializada com o avanço tecnológico dos meios de produção e a globalização vão custar caro ao Planeta que nos abriga. A poluição dos mares e rios, devastamento das florestas, saturação do ár com gases nocivos a saude planetária irão certamente desencadear mudanças climaticas brutas, tranformando a configuração atual do planeta e trazendo consequencias desastrosas para todas as especies que habitam o Planeta Terra.

Nesse texto, iremos propor uma nova configuração para a publicidade e também uma visão politica e social que remeta a sustentabilidade*. Apontaremos algumas das diversas razões que impedem o consumismo de continuar crescendo e sendo exposto nos meios de comunicação de massa, através da publicidade predatória.

Quando citarmos “ética” estaremos definindo-a como conduta verdadeira, um conjunto de normas que visa o bem acima de tudo.

* Sustentabilidade pode ser definida de diversas formas mas remete a uma unica idéia de atender ás necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atender as próprias necessidades.

Segunda Parte:

Modelo atual da publicidade:

O modelo padrão da publicidade é extrememente malicioso por conseguir atrair o desejo humano para si, para os produtos que desejam vender. Atualmente estamos acustumados a assistir publicidade agressivas quase que o tempo todo e em todo lugar da mesma forma, é um padrão só, um publico só, você!
A publicidade é apenas um canal de todo o sistema baseado no consumismo, não é a vilã principal da busca incessante para o lucro, mas é o canal que liga os interesses dos acionistas das grandes multinacionais a todas as pessoas, através dos meios de comunicação.

Sociedade do consumo:

Nossa sociedade é chamada de “sociedade do consumo” porque consumir se tornou uma atividade cotidiana que foi além da suposta idéia inicial de satisfazer necessidades para se tornar uma doença global.

O consumismo não existiria sem a publicidade, ferramenta fundamental para influenciar padrões de consumo, formar estilos de vida, e “ser alguém”passa a estar associado a posse de determinados produtos e/ou ao uso de determinados serviços. Tudo que consumimos gera residuos que podem ser absorvidos pela natureza, assim foi por milhares de anos, mas após a revolução industrial a imensa quantidade de lixo gerada pelo consumismo ultrapassou em muito a capacidade do planeta de absorver os residuos gerados pelo homem. Ano após ano a produção fora impulcionada pela ganância de muitos e hoje nos encontramos em um mundo em crise. André Trigueiro, em seu livro “Mundo Sustentável” resume bem o que um modelo sustentável necessita: “Sustentabilidade requer coragem, porque estamos falando de uma nova cultura politica, de um novo modelo de gestão e de novos parâmetros para o desenvolvimento”. Mudanças em todos os campos serão necessárias.

Segundo definição em dicionário consumir significa:

Fazer desaparecer pelo uso ou gasto.
Gastar; devorar; destruir.
Corroer; apagar (com o tempo).
Comer; beber.
Dissipar.
Fig. Mortificar, ralar.
Relig. catól. Comungar (falando da hóstia).

Publicidade enganosa ou abusiva – O que diz a lei

Artigo 37 do código de defesa do consumidor (Lei 8.078/90)

1. “ é enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de carater publicitário interira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da natureza, caracteristicas, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.”

2. “ É abusiva a publicidade discriminatória de qualquer natureza, que incite a violência, explore o medo e a supertição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeite valores ambientais ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança.”
A lei acima é bem clara quanto as restrições a publicidade em território nacional, porém não é aplicada. A publicidade infantil desperta desejos incontroláveis nas crianças, de modo que vão fazer de tudo que seja possivel para conseguir suprir os desejos incitados pela publicidade. Por exemplo, uma criança que assistira a um determinado programa ou comercial que deseja despertar nos telespectadores a vontade de consumir o que está sendo exibido, como um carro usado pelo super herói que encontra-se disponivel como brinquedo nas lojas, irá pedir aos pais para que comprem tal produto. Muitos dos Pais não tem condição financeira para bancar o sonho de consumo das crianças, o que causará desapontamento da criança junto aos pais, pois crianças não julgam ou tem experiência para julgar quanto relevante é possuir tal produto. Essa criança que teve sua vontade renegada irá pedir para quem puder, tia, irmão, avós que compre o produto e caso não consiga obtê-lo irá ficar descontente com sua situação causando distúrbios familiares que podem se complicar gerando graves crises da familia, fenômeno cada vez mais comum na sociedade atual. A publicidade infantil é um crime contra a ética por ser covarde e formadora de opiniões . A publicidade infantil visa incentivar a criança a cobrar consumo aos pais de maneira automática, não tendo capacidade de refletir aos impulsos externos, principal“ É abusiva a publicidade discriminatória de qualquer natureza, que incite a violência, explore o medo e a supertição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança mente os de origem predatória, que visam capturar e atrair consumidores.

É importante atentar o trecho da lei citada acima que proibe a publicidade “capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da natureza, caracteristicas, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.” Não é citado a criação de valores inalcançaveis, o maior recurso da publicidade, que traz o consumidor para si agindo como um “imã” no imaginário. A lei se refere apenas a natureza, caracteristicas, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. O recurso então pode ser usado livremente. Esse “recurso” é o que incita o consumo indiscriminado e consequentemente a degradação do meio ambiente. A lei deve estar atenta aos interesses do meio ambiente a frente dos interesses humanos, pois somos uma espécie que depende do planeta, sua vitalidade trará sustento a todos, enquanto haja respeito do ser humano ao planeta.

“ É abusiva a publicidade discriminatória de qualquer natureza, que incite a violência, explore o medo e a supertição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança…” Nota-se que a lei claramente não é cumprida, pois é sábio que os desejos das crianças quando estimulados irão atender rapidamente ao apelo, aproveitando-se da dificuldade de julgar e falta de experiência da criança para com a publicidade. É uma falha grave, que cria potenciais consumidores desenfreados para o futuro.

Um modelo diferente para publicidade:

Se é clara a função da publicidade de disseminar as idéias consumistas porque não propor a aplicação da ética verdadeira, diferente da atual agência reguladora brasileira que é comandada pelos próprios publicitários, que inibe apenas o que lhe convém, serve apenas como uma falsa imagem de ética.

A publicidade ética, que respeite o homem, deve apenas descrever os produtos sem agregar falsos valores, muitas vezes ilusórios. Tem muitos comercias que criam fantasias a cerca de uma vida feliz e repleta de bens materias e não apresentam nada sobre o produto! A publicidade deve restringir-se a apresentação das caracteristicas do produto sem fantasiar. Isso não significa que deve ser reprimida, sem o direito de expressar criatividade. A criatividade não está presente na Publicidade, são usadas ferramentas padrões para construção das grandes propagandas, são sempre a mesma coisa, agindo no imaginário humano através da fantasia de valores que podem ser adquiridos no produto ou serviço. É ético criar fantasias e agregar valores inatingíveis em um produto ou serviço? Será que a moiria dos profissionais de comunicação tem consciência do trabalho que fazem? Ambas as respostas são negativas. Um novo modelo publicitário, que seja fiel as limitações do produto/serviço, precisam de profissionais capacitados intelectualmente, para que possam conduzir o consumidor a uma justa interpretação, não fictícia, que mostre aquilo como realmente é. Os consumidores irão julgar a qualidade do produto entre si, sem a necessidade do apelo publicitario para formar opiniões e assim os produtos justos, que respeitem as fraquezas do desejo,surgirão. Trata-se de um longo processo, que envolve um recondicionamento social, poltico, ecônomico e acima de tudo mental. Sem consumidores atentos as premissas basicas da vida, que integra tudo em uma coisa só, homem como amigo da natureza, essa reformulação do consumo não pode ser alcançada com total êxito.

Conclusão e Soluções:

A publicidade precisa mudar de padrão para contribuir com a vida. O consumismo degrada o meio ambiente. Parar de usar tecnicas de persuação que fogem a realidade de muitos individuos significa diminuir o consumo não pensado, diminuindo esse consumo diminui-se a carga de poluentes para o planeta. Para se ter idéia, se cada ser humano vivesse com o mesmo padrão de vida de um norte- americano, seriam necessários mais de 4 planetas para satisfazer todos os “desejos” da sociedade(matéria-prima e fontes de energia). O impacto desse consumo desenfreado através do modelo de publicidade atual colocou o mundo em crise, causando uma preocupação da sociedade com o meio ambiente. Os publicitários devem focar suas propagandas no produto e suas caracteristicas, agregar ilusões de beleza e felicidade a produtos é inaceitável, não desenfrear o consumo é colocar o mundo em xeque.

Bigjungle

25/08/2009

Alimentação e Sustentabilidade

É praticamente uma missão alimentar-se bem nas grandes metrópoles modernas. A partir do momento em que o homem se distanciou da natureza em busca do desenvolvimento dos meios técnicos, a preocupação com o bem estar do organismo humano também se distanciou de nossa atual cultura alimentícia.

O cotidiano do homem pós moderno se resume a velocidade no trabalho e na produção, entretenimento através dos meios de comunicação e para os mais bem posicionados econômicamente, passeios e viagens, o que é muito bom. O problema é que grande parte da população alimenta-se de produtos industrias , o “fast food” , comida rápida, vem degenerando a qualidade de vida do homem, sem que ele perceba, a comida pode ser tão letal como o cigarro e excesso de álcool.

Cada um tem um ritmo de vida diferente, se preocupe em como você vai estruturar seu tempo e sua alimentação da melhor forma possível, começe aos poucos ou mude tudo do dia para noite, o importante é melhorar os hábitos alimentares. Se prepare também, para alguma dificuldade inicial na compra de produtos diferentes dos que você estava acustumado a consumir. Caso não goste de um produto, tente de outra marca, o leite de soja, por exemplo, varia muito quanto ao sabor e qualidade em produtos de uma mesma faixa de preço. O famoso “Ades” não é leite de soja, e sim um composto que também tem leite de soja, busque pelos nutrientes em produtos puros. Os biscoitos integrais são bastante saborosos e de fácil consumo, sendo um bom substituto aos biscoitos convêncionais. Quanto a carne, tente um peixe fresco bem feito ou até um frango de vez em quando, desde que seja criado sem antibióticos e hormonios do crescimento, que são fortes venenos para o o nosso corpo. Caso realmente goste de carne vermelha , tente comê-la no máximo, três vezes por semana, e evite grandes quantidades.

Outra dica muito importante: Não se iluda com as embalagens. Lembre-se que embalagem é uma coisa e alimento é outra! Você não vai comer aquela linda embalagem. Existem inúmeros produtos que apresentam embalagens e rótulos afirmando ser fonte de vitaminas e etc.. A embalagem só destaca o que o produto tem de bom e encobre o que o produto tem de ruim. Leia sempre os ingredientes, a quantidade de gordura tal como sua origem, a quantidade e variedade de vitaminas e minerais, a presença ou não de aditivos quimicos e conservantes. Experimente, com o tempo e a prática você vai chegar nos alimentos que mais lhe agradam.

Quando tomamos conciência da importância de uma alimentação natural e os fatores positivos que ganhamos em troca, estamos aptos a ter uma qualidade de vida muito melhor e basta então, colocar em prática a teoria de uma alimentação mais sustentável. A partir daí, estamos caminhando em um sentido ecologicamente correto, diminuindo os impactos da indústria alimenticia sobre o planeta, melhorando a nossa qualidade de vida e abrindo espaço para um modelo mais sustentável.

BigJungle

21/08/2009

Mundo Amazônia: Índios isolados e Geoglifos

Segundo a Fundação Estadual de Política Indigenista (Fepi), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a população indígina da Amanônia é de aproximadamente 120 mil indivíduos de 66 etnias, que falam 29 línguas. Grande parte dessas tribos, são conhecidas pela sociedade apenas pelas superficiais aulas de história, ou pelos festejos apresentados nos meios de comunicação.

A origem e o desenrolar da cultura indígena, em sua essência, ainda não é bem compreendido pelos eruditos e autoridades no assunto. A forma como a questão indígina vem sendo tratada, em especial na Amazônia, é de quase total desprezo. A degradação acelerada dos recursos naturais da floresta, ameaçam não só a biodiversidade e o meio ambiente como também os últimos habitantes nativos.

Por incrível que pareça, até hoje existem tribos indígenas que nunca tiveram contato com o homem branco, permanecendo remotas e isoladas. Na parte da floresta amazônica peruana situada próximo ao estado do Acre, tribos que nunca haviam tido contato com o homem branco, estão começando a entrar em contato com madereiros, que constroem acampamentos ilegais em locais extremamente remotos da floresta, até há pouco tempo lar desses índios.

A expulsão das últimas tribos virgens da região peruana a fizeram migrar para território brasileiro, e consequentemente irão se chocar com as últimas tribos do Brasil que ainda não tiveram contato com o homem, segundo o sertanista José Carlos Meirelles, que há 20 anos monitora as três tribos brasileiras que até hoje vivem sem contato. Além do possível conflito gerado pela compressão do espaço nativo do índio, estão as doenças transmitidas pelo homem branco, que provavelmente já dizimaram grande parte dos nativos, que não possuem anticorpos para doenças como a gripe, por exemplo. As tribos amazônicas que permanecem isoladas, já são de conhecimento do governo brasileiro desde de 1910. Essas tribos já forma vítimas de tentativa de contato por parte do homem e até mesmo, um programa de reality show chamado “tribo perdida” que seria exibido no Discovery Channel. A tentativa fracassou e se tornou um desastre quando 4 mulheres da tribo morreram devido a um vírus, passado pelos repórteres. De fato, essas poucas tribos amazônicas permanecem isoladas e nunca tiveram contatos amistosos como homem externo, e assim deve continuar sendo para que se possa preservar a essência da cultura original dos povos amazônicos.

Há poucos anos, para surpresa e fascínio de muitos, foram descobertos no estado do Acre, os “geoglifos”. Os geoglifos são vestígios arqueológicos representados por formas geométricas e animais(incluindo o homem). Esses desenhos são elaborados sobre o solo, podendo ser melhor observado olhando do céu para terra. Não se sabe qual era sua função, especula-se que possam ter servido desde abrigo ou agricultura para os índios ou até mesmo de indicação para os deuses, principalmente pela sua perfeita visualização acontecendo do céu.

Os geoglifos estão presentes em diversas regiões do mundo, como no na região andina do Chile, Peru e Bolívia. Recentemente, foram descobertos geóglifos no estado do Acre, a oeste da Amazônia perto da fronteira com a Bolívia. Esses geoglifos eram escavados em baixo relevo no solo. Infelizmente, tal descoberta só fora possível por causa do crescente avanço de madereiros, agricultores e pecuaristas na região amazônica.

Tanto a existência atual de tribos indígenas que nunca tiveram contato com o homem branco, como a descoberta dos misteriosos geoglifos, se juntam a necessidade vital de melhorar a forma como a Amazônia vem sendo administrada pelas autoridades governamentais. O desenvolvimento econômico para as cidades presentes na região amazônica proposto pelo atual governo federal, deve ser bem estudado e executado, caso contrário, será o mesmo desastre que vem sendo em Rondônia. O crescimento econômico proposto pelo investimento de R$32 bilhões em dez anos na cidade, aumentou a população e a violência, enquanto diminuiu a oferta de escolas e hospitais a população, o que consequentemente irá trazer malefícios irreparáveis ao grande mundo Amazônia.

13/08/2009

Colonização de Marte

A colonização de Marte, ainda parece ser uma realidade distante para muitos mas está mais próxima do que se imagina, e será tão natural, quanto foi a colonização das Américas e de outras terras, que em outras épocas, já foram distantes.. O planeta vermelho, assim denominado pela sua cor, tem muitas semelhanças com o planeta Terra, e caso a humanidade venha a ter um novo lar, será Marte.

Tempo virá em que os Homens serão capazes de estender seus Olhos… verão Planetas como a Terra. – Chistopher Wren, Discursso de inauguração, Gresham College, 1657.

As semelhanças com a Terra são muitas, é como se fosse um planeta irmão:

Marte possui duas calotas polares, a do norte é formada primordialmente de gelo de água, e a do sul é basicamente composta de dióxido de carbono. Já foram fotografados antigos leitos de rios que se encontravam secos, mas não deixaram dúvidas sobre um antigo fluxo de água corrente. A presença de minerais hidratados sugere que Marte abrigava rios, lagos e mares.

O planeta parece estar atravessando um período glacial, um momento em que a vida não se encontra abundante. É provável que o gelo de Marte venha a derreter, o que vai deixar o planeta mais parecido ainda com a Terra. Esse processo deverá ser natural, mas pode ser acelerado pelo homem, que já fez projetos para realização de tal evento. Esse projeto constitui basicamente na aceleração do derretimento do gelo polar, e na criação de canais para escoar a água para o resto do planeta, tornando o solo mais propenso a vida.

Após o primeiro grande momento espacial vivido nas décadas de 60 e 70, houve um abandono do interesse na exploração do espaço, e finalmente nos últimos anos, as grandes potências começaram a armar uma nova corrida espacial. Se antigamente a corrida fora protagonizada por EUA e URSS, agora terá a participação da China, que já faz projetos para levar o chinês a lua. Enquanto isso, a Rússia já faz simulações de voo para Marte, e nos EUA a Nasa trabalha a todo vapor.

Politicamente, a realização bem sucedida de exploração espacial é importante, pois coloca o país explorador em um patamar superior, capaz de dominar tecnologias de exploração que poderam ser muito importantes para o futuro próximo.

O crescente interesse no desenvolvimento de tecnologia espacial, coincide com um momento de crise ambiental antropogênica em nosso planeta, o que já começa a sugerir que os lideres mundias já sabem que o futuro será em outras Terras.

11/08/2009

Crescimento da População Mundial

Com cerca de 6,6 bilhões de habitantes, a Terra nunca esteve tão povoada. Os dados são impressionates, estima-se que em 2070, a humanidade atingirá a incrível marca de 10 bilhões de habitantes. Para se ter uma idéia, em 1802, o planeta abrigava em torno de 1 bilhão de pessoas, e em 1974, 4 bilhões.

Tamanha explosão populacional se deve as vantagens proporcionadas ao homem pela revolução industrial. Confortar uma espécie no meio ambiente, deixando-a sem inimigos naturais e cheia de recursos, de imediato irá proporcionar aumento no número de sua população. Todo esse conforto é composto pela construção em qual vivemos, os utensílios e produtos domésticos que nos auxiliam na limpeza e alimentação, o meio de transporte rápido, capacidade de maior fluxo de informação, roupas e todos os produtos que nos cercam. O avanço da medicina, que permitiu a cura de doenças e traumas antes fatáis e a diminuição da taxa de mortalidade infantil, também contribuem para tal crescimento.

Para analisar o crescimento populacional, é necessário emglobar diversos aspectos diferentes, como:

- Desenvolvimento econômico
- Qualidade da rede pública hospitalar
- Qualidade de vida da população
- Disponibilidade e uso de preservativos e anti concepcionais
- Nível de educação e Informação da população
- Hábitos culturais e religiosos

Todos esses fatores, e mais alguns que podem ser acrescentados, contribuem juntos para o total do número de habitantes de derterminado país. Não necessariamente países desenvolvidos irão apresentar populações maiores do que países em desenvolvimento, ou vice-versa. Prever qual será o crescimento da população a longo prazo, é praticamente impossível. Muitos fatores podem vir a maximizar ou minimizar o crescimento, ainda mais no atual momento de crise ambiental vivida pela sociedade pós-moderna.

Os países que dispõem a população acesso a bons hospitais públicos auxiliam o crescimento da mesma, mantendo a população viva por mais tempo. Por outro lado, a informação sobre e o uso de preservativos e anti concepcionais freiam o crescimento populacional.

Já nos países em desenvolvimento, a quase total ausência ou condições ruins dos hospitais, falta de higiene e contaminação do meio ambiente, não permitem uma vida mais longa, consequentemente diminui a população, aumentando a taxa de mortalidade infantil e diminuindo a expectativa de vida. Por outro lado, a falta de informação, e em agulns lugares, como em quase todo território africano, a quase total inexistência de preservativos e anti concepcionais, geram cada vez mais habitantes.

Alguns fatores, como o perfil dos casais modernos e o alto custo para se criar uma criança atualmente, também são muito consideráveis quando se trata de crescimento populacional. Já na China, maior população mundial com mais de 1,3 bilhões de habitantes, o controle populacional restringe com grande sucesso o crescimento, mas também traz alguns fatores negativos, como envelhecimento da população e consequente falta de mão-de-obra, o que por enquanto, não é problema na China.

Rodrigo Macanhan
bigjungle.wordpress

08/08/2009

Politica Ambiental de Obama e Lula: Veículos Mais Sustentáveis

Eleito presidente dos Estados Unidos há pouco mais de 200 dias, a política ambiental de Obama , vem chamando atenção no setor automobilístico, onde estipulou prazos e metas, para que as montadoras, produzam veículos menos poluentes. Foi dado um prazo de 18 meses, para que as montadoras ajustem sua linha de produção, para que se possam fabricar mais veículos bicombustíveis e elétricos, por exemplo.

Devido a crise financeira recente, montadoras como a General Motors (GM), se viram obrigadas a pedir ajuda financeira ao governo. O aval foi dado da parte de Obama, que em troca, exigiu maior comprometimento das montadoras com o meio ambiente.

O passo inicial para a redução na queima de combustíveis fóssies foi dado, mas ainda há muito o que fazer. A busca por veículos mais sustentáveis é esssencial, visto o grande número de automóveis no mundo, só nos EUA, são 250 milhões, no Brasil, 20 milhões.

A solução para a redução da emissão de gases poluentes, alimentadores do aquecimento global, não está apenas na produção de veículos pouco poluentes, está na implementação dos transportes de massa, e no uso de bicicleta para curta distância, como vem acontecendo atualmente na Europa.

Muitas cidades importantes da Europa, como Copenhaguem e Amsterdã, transformaram o espaço que antes era destinado para as ruas e avenidas, que cruzavam alguns pontos internos da cidade, em espaços públicos, como praças ou bosques. Foi de imediato um sucesso, melhorando significamente a qualidade de vida dos habitantes.

No Brasil, infelizmente o governo Lula vem criando estímulos para a venda de automóveis, sem se importar com a queima de combustível fóssil e com a tranformação para veículos movidos a energia limpa, andando na contra mão da sustentabilidade.

Rodrigo Macanhan
BigJungle.wordpress

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